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Diário da Região

31/01/2018 - 17h05min / Atualizado 06/02/2018 - 15h48min

Livro

A virtude da raiva

Livro apresenta as lições que Arun Gandhi aprendeu com seu avô, Mahatma Gandhi

Divulgação Capa do livro pra ilustrar matéria
Capa do livro pra ilustrar matéria

Arun Gandhi tinha 12 anos quando foi morar com Mahatma Gandhi. Para ele, o líder da luta pela independência da Índia era também o avô atencioso e paciente com quem passaria os anos seguintes. Vindo de um país marcado pelas tensões raciais do apartheid, teve a oportunidade de conhecer uma alternativa ao ódio e aprender valiosas lições que mudariam sua vida. E são justamente essas lições que se transformaram no livro "A Virtude da Raiva", que acaba de ser lançado pela editora Sextante.

Na obra, o autor conta episódios que mostram uma face desconhecida de Gandhi, não o homem que o mundo reverenciava, mas apenas "Bapuji", o avô afetuoso, enquanto relata a própria jornada para vencer a dificuldade de expressar seus sentimentos e amadurecer. "Para mim, ele foi o avô amoroso e acolhedor que buscou - e fez com que viesse à tona - o melhor em mim. Ele nos inspirou, a mim e muitas outras pessoas, a sermos melhores do que imaginávamos que poderíamos ser. Ele se preocupava com a justiça não a partir de um ponto de vista teórico sofisticado, mas porque se emocionava com a luta de cada indivíduo, pois achava que cada um de nós merecia viver da melhor forma possível", diz Arun Gandhi. Conheça as oito das dez lições que ele aprendeu com Mahtma Gandhi.

Você será testado

O desejo de vingança acaba com uma pessoa, destrói a sua paz de espírito e a deixa sempre no limite. Em vez de machucar você uma vez, o malfeitor domina sua vida e o destrói repetida vezes. O perdão é mais viril que o castigo. Quando somos testados, não provamos nossa força com violência ou raiva mas redirecionando as nossas ações para o bem. É fácil amar quem nos ama, mas a verdadeira força de não violência surge quando conseguimos amar quem nos odeia.

Não tenha medo de expressar sua opinião

Não podemos nos deixar levar pelos outros sem parar para decidir se o ponto de vista deles está de acordo com nossas crenças. Se você aceita a definição de outra pessoa sobre o que é bom ou certo em vez de se esforçar para descobrir o que valoriza sem si mesmo, está aceitando apenas comer abóbora cozida sem sal. Você põe sua força à prova quando descobre o que considera mais importante e está disposto a defender o que pensa, mesmo que pareça que a manada está indo em outra direção. Não devemos levar a vida de determinada maneira apenas para agradar os outros.

Use a raiva para o bem

A raiva, para as pessoas, é como o combustível para o automóvel. Ela nos dá energia para seguir em frente e chegar a um lugar melhor. Sem ela, não teríamos motivação para enfrentar os desafios. A raiva é uma energia que nos impele a definir o que é justo e o que não é. Quando canalizamos a eletricidade de maneira inteligente, podemos usá-la para melhorar nossa vida, mas se a utilizarmos de forma errada, podemos morrer. Do mesmo modo, devemos aprender a usar a raiva com sabedoria pelo bem da humanidade.

Mentiras levam a mais mentiras

Muitas pessoas mentem quando ficam frustradas por não se sentirem no controle da própria vida. Tanto crianças quanto adultos recorrem à mentira quando se sentem impotentes, achando que mentir vai torná-los mais fortes. Mesmo que ninguém perceba a sua distorção dos fatos, a mentira dura pouco. Ao mentir, você prejudica a sua noção de individualidade e acaba com a força que estava tentando alcançar. Mentiras são como areia – incapazes de criar alicerces sólidos. Tudo o que você construir em cima de mentirar será instável e inseguro e, se continuar colocando uma em cima da outra, seu castelo de areia um dia irá ruir

Eduque seus filhos sem violência

As crianças não aprendem tanto pelos livros quanto pelo caráter e pelo exemplo das pessoas que ensinam. Educar crianças por meios não violentos é muito mais sutil do que evitar o confronto físico. Criar seus filhos no espírito da não violência significa encher a casa de amor e respeito, estabelecendo um propósito comum. O objetivo é transformar nossas crianças em pessoas bondosas e fortes. Se o amor, o respeito e a compaixão podem fazer a diferença em um lar, também podem provocar um grande impacto em muitos lares. E por que não em todo o país e no mundo?

Humildade é força

Se você tem um ego grande, é mais difícil demonstrar respeito e compaixão em relação às pessoas e é mais fácil aceitar distinções. Quando você tem convicção que está certo, não consegue enxergar o ponto de vista do outro. Acreditar que somos melhores que os outros, leva à raiva e à violência, nos deixando cegos para o fato de que estamos intimamente conectados. Não podemos nos livrar da responsabilidade de entender quem tem um histórico diferente do nosso e sermos humildes o suficiente para aceitar e apreciar as diferenças. Cada peça é importante e contribui para o todo. Nós trabalhamos em uníssono. Abrir mão de rótulos e acolher outros pontos de vista nem sempre é fácil, mas os resultados podem ser poderosos.

Conheça o seu valor

A maioria das pessoas precisa de muito pouco para ser feliz. O problema começa quando começamos a nos comparar com os outros e achar que o que eles têm é melhor. Às vezes nos preocupamos, achando que as outras pessoas são melhores do que nós e nos esquecemos de ver o nos faz ter valor para o mundo. Quando confiamos em nós mesmos, podemos reconhecer e honrar o valor daqueles ao nosso redor. Se você usar dinheiro e bens materiais para medir seu valor, vai acabar sentindo um vazio. Nada que se possa comprar vai preencher esse vazio.

O desperdício é uma violência

Desperdiçar qualquer coisa é mais do que um mau hábito. Demonstra descuido com o mundo e é uma violência contra a natureza. Quando jogamos algo fora, estamos desperdiçando os recursos e desperdiçando o esforço das pessoas que produzem as coisas para nosso uso e conforto. Nossa ganância e nossos hábitos, que causam tanto desperdício, perpetuam a pobreza, o que é uma violência contra toda a humanidade. O desperdício se tornou uma parte tão grande da nossa vida que nos esquecemos de pensar sobre suas consequências mais sérias.

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