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Diário da Região

25/03/2018 - 00h00min

Nova granada

Lagoas terão águas despoluídas

Projeto pioneiro em parceria com Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e a Organização Panamericana da Saúde (Opas) utilizará tecnologia probiótica natural, que permitirá o uso da água com filtragem simples

As lagoas receberão probióticos que aceleram a quebra de compostos como as proteínas, carboidratos, açúcares, gorduras e fibras, promovendo a rápida decomposição da matéria orgânica na água
As lagoas receberão probióticos que aceleram a quebra de compostos como as proteínas, carboidratos, açúcares, gorduras e fibras, promovendo a rápida decomposição da matéria orgânica na água

Nova Granada está recebendo um projeto pioneiro para revitalizar as águas de suas lagoas. O projeto já foi iniciado e deve ser concretizado até outubro deste ano. Além disso, existe uma proposta de revitalização, que foi apresentada ao governo do Estado e que deve ter liberação de recursos ainda este ano, segundo a administração do município.

Depois de passar por um trabalho de limpeza, que levou vários meses para retirada de uma espessa cobertura de plantas aquáticas no local, que cresceram ali em virtude da poluição, as lagoas serão alvo de dois projetos em parceria com Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e a Organização Panamericana da Saúde (Opas). O objetivo é revitalizar estas lagoas, hoje classificadas pela Funasa como "classe III" segundo as regra do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), transformando-as em "classe I", o que permitirá a captação de água para abastecimento com uma simples filtragem e desinfecção.

A empresa Filtramax, de Rio Preto, foi contratada para desenvolver o projeto, que empregará uma tecnologia probiótica e natural que foi desenvolvida há mais de 30 anos no Japão, chamada "EM-TM. Atualmente a empresa está fazendo um diagnóstico das lagoas e, assim que tenha concluído esta etapa, nas próximas duas semanas, deverá apresentar um plano de trabalho.

"EM" significa "microorganismos eficazes", registrado na Anvisa e no Ibama. É composto por microorganismos benéficos e altamente eficientes. Eles não são nocivos, nem patógenos, nem geneticamente modificados ou quimicamente sintetizados.

Segundo dados divulgados pela Prefeitura, com base em relatório da empresa contratada, atualmente EM é usado em mais de 150 países e existem 54 fábricas ao redor do mundo, incluindo uma na Bahia, Brasil. Mais de 30 centros de pesquisas espalhados pelo mundo estão criando e avaliando novas alternativas para incrementar e expandir ainda mais o uso da tecnologia.

Como funciona

Os microorganismos contidos no EM-TM pertencem a três grupos bem conhecidos e presentes no dia a dia da população. São as bactérias acido-lácticas (usadas na elaboração de iogurte, queijos, etc.), leveduras (usadas para pães, cervejas, vinhos e outros) e bactérias fototróficas ou fotossintéticas (presentes nas algas verdes e em qualquer partícula de solo).

Assim como nos processos de fermentação conhecidos, o EM-TM acelera a quebra de compostos como as proteínas, carboidratos, açúcares, gorduras e fibras, promovendo a rápida decomposição da matéria orgânica (DBO e DQO).

Além disso, o produto também atua por exclusão competitiva de outros microorganismos indesejáveis e que são nocivos como, por exemplo, coliformes e cianobactérias; e pela produção de subprodutos benéficos que promovem a saúde do meio ambiente como enzimas, aminoácidos, vitaminas e antioxidantes.

Por atuar por meio de fermentação, o uso do EM-TM ajuda na eliminação de maus odores e promove o equilíbrio da flora microbiana do meio aquático.

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