Diário da Região

09/04/2018 - 23h02min

EU NO MUNDO

Rio-pretense Bruna encontrou em Bremen, Alemanha, um porto seguro

Formada em relações internacionais, a . Segurança e educação cativaram a jovem

Arquivo Pessoal Eu no Mundo - Bruna Pereira Giacchetto mora em Bremen na Alemanha
Eu no Mundo - Bruna Pereira Giacchetto mora em Bremen na Alemanha

Casas sem portões, muros e garagens, com carros deixados na rua. Não é desleixo ou falta de dinheiro, mas, sim, confiança nos baixos índices de violência. Em Bremen, na Alemanha, nem os bancos têm detector de metais nas portas de entrada.

"Na primeira vez que fui ao banco, pensei: tem algo estranho aqui... não precisamos deixar todas as chaves ao lado e passar pelo detector de metais," diz a rio-pretense Bruna Pereira Giacchetto, de 27 anos, e que há cinco meses mora na cidade alemã.

A segurança foi um dos fatores que levaram a jovem para o país europeu, de onde não pensa em sair tão cedo. "É bom viver sem preocupação com violência. Aqui eu vivo com muito mais liberdade do que em Rio Preto ou Belo Horizonte (onde fez faculdade). Por exemplo, não tenho medo quando preciso voltar para casa a pé ou de bicicleta à noite."

A Alemanha sempre foi um destino que agradou a jovem. E a cidade de Bremen é portuária, o que também contribuiu, já que a rio-pretense é graduada em relações internacionais. "Uma das atividades econômicas principais da cidade é justamente logística internacional, mercado em que trabalhei no Brasil."

A mudança já estava sendo planejada desde o fim da faculdade e o fato de namorar com um alemão, Malte, deu um empurrãozinho. "Ele fez intercâmbio no México com meu melhor amigo e, em 2014, nós três fizemos uma viagem juntos pela Europa. Em 2017, deu certo de começarmos a namorar," diz a rio-pretense, que antes de entrar na Alemanha passou dois meses na Itália para conseguir a cidadania.

Educação e boa vontade

Alemães são prestativos e educados. Bruna percebeu isso logo de cara. Primeiro, com malas, perguntou onde ficava uma estação de trem e dois alemães se dispuseram a acompanhá-la e a carregar as malas. Em outra ocasião, descendo escada de uma estação, um alemão se ofereceu para carregar uma mala pesada.

"No geral, são solícitos. Provavelmente essas situações aconteceriam no Brasil, mas por medo eu recusaria a ajuda. O fato de eles serem tão prestativos e educados me surpreendeu. Eu não imaginava que seriam tão simpáticos, principalmente prestadores de serviço, como garçons, atendentes ou caixas de supermercado."

A simpatia dos caixas de supermercado é proporcional à agilidade. O que deixa o simples fato de fazer compra engraçado e desesperador, diz Bruna. "São muito ágeis. Os produtos chegando na esteira, você empacotando, o caixa já fala o valor e o próximo cliente fica impaciente se você demora."

Nomes e trânsito

A adaptação da rio-pretense já é boa, mas ela diz que ainda há dois pontos em que precisa melhorar. Um deles é a forma com que se refere às outras pessoas. É que na Alemanha, exceto no ambiente familiar e com os amigos, as pessoas chamam as outras pelo sobrenome. Outro ponto é no trânsito: não existem lombadas ou valetas, apenas placas indicando restrição de velocidade. "São detalhes do dia a dia que ainda estou me adaptando."

Bruna destaca como ponto positivo a rede ferroviária, que por ser uma opção de transporte facilita o dia a dia. "Não somente na Alemanha. Esse ponto positivo abrange toda a Europa. O trem e o ônibus costumam ser pontuais ou com pouco atraso."

Outros destaques são a consciência ecológica e a igualdade social. "Aqui é possível viver com um salário mínimo e não há diferença no tratamento social. Todos são tratados da mesma forma, não interessa o cargo que possuem."

Como forma de lazer, Bruna cita pubs, bares e eventos públicos tradicionais da cidade e país. Boa parte deles na região do rio Weser, que corta a cidade. No verão tem festival de música, em outubro tem um mercado livre às margens do rio, com barraquinhas de comida, brinquedos e tendas como na Oktoberfest.

Em dezembro, tem os mercados de Natal, um deles com temática medieval. "Em todos esses eventos há tanto grupos de jovens como famílias com crianças e idosos. Sinto que a divisão por classe etária é menor que no Brasil. Aqui as pessoas de todas as idades se divertem no mesmo espaço." E a rio-pretense gosta e também se diverte na cidade. "A vida aqui me agrada muito e por enquanto está sendo melhor do que eu esperava," conclui.

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