Diário da Região

08/04/2018 - 00h00min

Infância saudável

Qual é a atividade física ideal para as crianças?

Melhor esporte é aquele que proporciona prazer à criança, dizem os especialistas

Mara Sousa - 29/03/2018 Sarah Ferrai Spolon, 7 anos, deixou a natação para fazer balé
Sarah Ferrai Spolon, 7 anos, deixou a natação para fazer balé

Praticar exercício físico na infância ajuda a manter os ossos e músculos fortes na vida adulta. É o que aponta um estudo dinamarquês, realizado com crianças de 8 a 10 anos, que praticavam três sessões semanais, de 40 minutos cada. Segundo o levantamento, em apenas dez meses o esporte contribuiu para a mineralização dos ossos e o desenvolvimento muscular.

A fisioterapeuta Camille Machado Silveira, formada pela Escola de Osteopatia de Madrid, explica que o melhor esporte é aquele que proporciona prazer, sem cobranças ou treinos exagerados. “Mas é preciso observar se a criança não tem contraindicações, como escolioses ou outros problemas de coluna.”

“É importante levar às crianças a um fisioterapeuta especialista em postura antes de iniciar qualquer atividade física, porque cada esporte trabalha um grupo muscular específico. É na primeira infância (até os seis anos) e na segunda infância (dos sete aos 11 anos) que aparecem as escolioses idiopáticas ou escolioses com graus elevados. E é muito importante detectar esse problema antes da puberdade, em especial antes da primeira menarca. O profissional vai indicar o melhor esporte, respeitando o dom e a vontade da criança”, explica.

Apesar disso, Camille afirma que não há idade para iniciar um esporte, até porque a natação é indicada a partir de 8 meses - em casos de bebês saudáveis e mediante autorização do pediatra. Na primeira infância, os esportes mais leves, como balé, judô e artes marciais, são os indicados. Já na segunda infância, a criança pode fazer pilates e exercícios funcionais”, afirma.

A pediatra Bruna Floriano destaca que na primeira infância os pais devem incentivar as crianças a pular, correr, nadar e andar de bicicleta. “A partir dos oito anos, a criança já apresenta tendência ao esporte que mais gosta. A partir dos 12 anos, pode-se indicar musculação com carga pequena, apenas visando condicionamento físico.”

Para a psicóloga Juliana Ferrari Spolon, coordenadora do curso de psicologia da Unirp, a criança precisa de tempo para brincar, descansar e estudar. “A atividade física não pode ser sacrificante. Pelo contrário, deve ser um momento prazeroso. O melhor, é praticar apenas uma modalidade.” A filha de Juliana, Sarah Ferrari Spolon, de 7 anos, deixou a natação para praticar balé. “Incentivo o esporte ao ar livre e em família, sem competições, como andar de patins e bicicleta”, afirma.

Crianças atletas

Mara Sousa - 29/03/2018 Julia Leite Carvalho, 10 anos, exibe com orgulho algumas das medalhas que conquistou pelo 
Sesi Rio Preto
Julia Leite Carvalho, 10 anos, exibe com orgulho algumas das medalhas que conquistou pelo Sesi Rio Preto

Aos 10 anos de idade, a estudante Júlia Leite Carvalho já é uma atleta da Federação Aquática Paulista, de Natação de Alto Rendimento, do Sesi Rio Preto. A conquista, na verdade, é resultado de muito treino e disciplina. "A Júlia começou a fazer natação há três anos, mas há um ano passou a integrar a Liga do Sesi, com competições entre as unidades do Estado de São Paulo. Devido ao bom desempenho, em janeiro deste ano ela conseguiu se tornar uma atleta federada", comemora a professora da Equipe de Competição do Sesi Rio Preto, Rosicler Gaspari.

Segundo Rosicler, a principal preocupação da equipe é com a qualidade de vida, saúde, bem-estar o prazer em praticar o esporte. "A intensidade do treino varia de acordo com a progressão da criança, variando de três a cinco vezes por semana. No caso da Júlia, que é uma atleta de alto rendimento, temos uma hora e meia de treino na piscina, e fortalecimento muscular na pista de caminhada da Represa Municipal, três vezes por semana. Mas não é nada massacrante", explica.

Além disso, as crianças têm acompanhamento psicológico e nutricional. "A gente enfatiza a alimentação saudável do atleta, até porque isso é importante para a vida", afirma. "O outro professor da equipe, o Fabiano Carvalho, também é psicólogo e faz um importante trabalho. As crianças precisam de motivação, ficam nervosas no dia da disputa e precisam aprender a ganhar e a perder. São valores que as crianças levam para vida."

Júlia exibe com orgulho algumas das medalhas que conquistou, dentre elas as mais recentes: ouro nos 200m livres, prata nos 100m livre e prata nos 400m livres no Torneio Regional de Natação Pré-Mirim a Sênior, em Araraquara, no dia 24 de março. No domingo, 25 de março, conquistou o primeiro lugar nos 400m livre e segundo lugar nos 100m livre na Liga do Sesi, em Sertãozinho. "Adoro nadar. Sempre digo que abro mão de qualquer coisa, menos nadar", diz.

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