Diário da Região

18/05/2018 - 19h18min

O efeito Hannah Baker

Série 13 Reasons Why motivou jovens a buscarem ajuda junto ao CVV

13 Reasons Why, cuja 2ª temporada acaba de chegar à Netflix, motivou adolescentes a procurar ajuda para driblar a depressão

Divulgação Série da Netflix gira em torno do suicídio da jovem Hannah Baker (Katherine Langford)
Série da Netflix gira em torno do suicídio da jovem Hannah Baker (Katherine Langford)

Tema bastante delicado, mas extremamente urgente por conta dos inúmeros casos de depressão que afetam pessoas de todas as idades, o suicídio está no centro das discussões da série 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), cuja segunda temporada acaba de chegar à plataforma de streaming Netflix.

A produção da Netflix conta a história da jovem Hannah Baker (Katherine Langford), que, antes de cometer suicídio, grava 13 fitas cassetes em que lista as razões que a levaram a esse ato tão extremo - revelando o bullying, o estupro e outros abusos praticados por seus colegas de colégio. 

Apesar da polêmica criada em torno da produção durante a estreia da primeira temporada, em março do ano passado, com acusações de que a série glamorizava o suicídio, 13 Reasons Why contribuiu para incentivar adolescentes a buscar ajuda para tratar suas angústias.

No Brasil, o "efeito Hanna Baker" é comprovado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), associação que fornece apoio emocional e prevenção ao suicídio. Quando a primeira temporada estreou na Netflix, os contatos de adolescentes ao CVV praticamente dobraram.

Em Rio Preto, houve um crescimento de 60% na procura de jovens por aconselhamento desde o primeiro semestre de 2017, período que coincide com a estreia de 13 Reasons Why. E mais: a série também motivou os adolescentes a atuarem como voluntários do CVV. 

"Muitos jovens começaram a nos procurar querendo ajudar. Isso mudou muito o perfil dos voluntários, que geralmente eram pessoas com mais idade", comenta Francisco Garcia, voluntário do CVV em Rio Preto.

Segundo ele, a depressão ainda é vista de forma negativa na sociedade, como uma "frescura" ou falta de uma ocupação para a mente. "O jovem tem muito a fazer, mas, muitas vezes, não sabe lidar com tudo isso", destaca. "O curso de formação de voluntário já é uma ajuda para esse jovem olhar para si, pois, como prega a filosofia do CVV, só podemos dar ao outro aquilo que temos de sobra", acrescenta.

Para Garcia, a série causou polêmica em sua fase inicial porque não mostrava uma alternativa para o suicídio da protagonista. "Ao perceber isso, a produção reverteu a situação, passando a incentivar os jovens na busca por ajuda com a divulgação de um site que encaminha pessoas para os serviços de aconselhamento."

O CVV oferece atendimento telefônico por meio do número 188. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas. No site do CVV (www.cvv.org.br), também é possível obter atendimento on-line por meio do chat.

Quem deseja se tornar voluntário pode preencher o cadastro disponível no site, para ser informado sobre as datas do curso de formação. Em Rio Preto, o contato com o CVV ainda pode ser feito via e-mail: riopreto@cvv.org.br.

 

Bullying e abuso em debate

Por que fazer uma segunda temporada para uma série sobre uma garota que tirou a própria vida? Especialmente quando tanto a morte quanto os motivos que a levaram a isso foram totalmente destrinchados no primeiro ano. É o que boa parte dos fãs de 13 Reasons Why se perguntam sobre a decisão de produzir mais episódios para a história.

"Há tantas histórias a serem contadas", diz a atriz Alisha Boe, que vive a jovem Jessica Davis. Após uma primeira temporada focada em Hannah, ela acredita que os personagens que a cercam merecem ter suas próprias histórias ouvidas.

Nesta temporada, o foco é o julgamento iniciado pela mãe de Hannah contra a escola Liberty, onde ela estudava. O objetivo é provar, usando como referência 13 fitas cassetes gravadas pela jovem em vida - o mote da primeira temporada - que sua morte veio em decorrência do bullying sofrido por ela no colégio, além de ter sido abusada sexualmente por um colega de classe, que também atacou uma amiga sua, Jessica.

A discussão sobre abuso sexual na série vem no momento em que Hollywood fala sobre o tema, após denúncias contra o produtor Harvey Weinstein e outros nomes do entretenimento, como o autor do livro que deu origem a 13 Reasons Why, Jay Asher, que não tem envolvimento com a produção. (Agência Estado)

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