Diário da Região

13/05/2018 - 00h00min

REINO UNIDO

Conheça a cidade de Manchester, o celeiro de grandes bandas

Manchester serviu de cenário para o nascimento das bandas mais importantes do Reino nido desde a década de 1980

Eduardo Maia/Agência O Globo Prédio vitoriano abriga o reformado hotel The Principal
Prédio vitoriano abriga o reformado hotel The Principal

Manchester, à primeira vista, parece uma cidade que não está para brincadeira. Seu nome é trabalho desde os primeiros momentos da Revolução Industrial, ainda no século XVIII, e segue assim até hoje, como o maior centro econômico do país fora de Londres. Mas o recém-chegado não precisa de muito tempo para descobrir outro lado da cidade, mais relaxado e atraente para quem não está de gravata ou tailleur.

A começar pela música. A cidade é provavelmente o maior celeiro de bandas importantes do país desde os anos 1980. The Smiths, Oasis, Joy Division, Stone Roses, Simply Red, Happy Mondays, New Order... Do punk do Buzzcocks ao pop do Take That, passando pela batida eletrônica dos Chemical Brothers, a lista é interminável e indica que o terreno é fértil para a criatividade.

Aspirantes a Morrisseys e a Noel Gallaghers se apresentam quase diariamente em pubs e casas de shows, repletas dos jovens que chegam de todas as partes para estudar nas três grandes universidades da região. Essa energia é descarregada também na intensa vida noturna nas boates de "Madchester", sugestivo apelido dado à cidade onde a música eletrônica floresceu na Grã-Bretanha.

Um dos locais mais tradicionais para escutar boa música, produzida localmente ou não, é a Band on the Wall. A casa de shows é famosa por abrir espaço para novos artistas e ritmos variados. O nome vem da época em que era uma cervejaria, no início do século passado, e havia um mezanino onde uma banda de jazz animava o público, quase que pendurada na parede.

Um 'Pint' com Ian Curtis

Ela fica no Northern Quarter, o "bairro moderninho" de Manchester e endereço de alguns dos melhores bares e pubs da cidade. É o caso do The Castle Hotel, que serve pints desde 1776 e que oferece palco para artistas da cidade desde os tempos em que Ian Curtis, do Joy Division, era apenas um funcionário público de Manchester.

De dia, o bairro vale o passeio por suas ruas cheias de grafites, galerias de arte, brechós, antiquários, lojas de marcas locais e muitas, mas muitas, barbearias hipsters.

Lojas, bares e gente cuidadosamente arrumada também compõem a paisagem em Spinningfields, complexo comercial-gastronômico ao sul do centro da cidade. Um dos destaques é o restaurante Tattu, que serve versão moderna da cozinha oriental.

Essa combinação entre a tradição e a modernidade é marcante. Manchester não parece ter pudor de erguer torres envidraçadas, como as de Spinningfields, em meio a joias arquitetônicas que remetem ao auge de sua economia industrial, na virada do século XIX para o XX. E ao mesmo tempo exibe com orgulho remanescentes daquela época, como os imponentes prédios vitorianos dos hotéis Midland (de 1903) e The Principal (1895), no Centro. Este, aliás, passou por uma enorme reforma e foi reaberto no ano passado, com um bom restaurante (The Refuge by Volta) e um pub no lobby sempre movimentado.

O pioneirismo tecnológico é motivo de orgulho local. Foi em Manchester que uma máquina a vapor foi usada pela primeira vez em uma fábrica de tecidos. E de lá partiu, para Liverpool, a primeira linha de trem para passageiros da História. A cidade viu nascer também o primeiro computador com memória interna, o Baby. Parte dessas informações vem do Museum of Science and Industry, que não fica somente na Revolução Industrial e se propõe a explicar as descobertas da ciência até os dias de hoje de forma interativa.

A história do "chão de fábrica", por assim dizer, também está contemplada em outra importante atração local. O People's History Museum se debruça na construção da democracia britânica, a partir das lutas por direitos trabalhistas e benefícios sociais ao longo dos últimos dois séculos. Manchester, mesmo a lazer, não está mesmo para brincadeira.

 

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