Diário da Região

03/06/2018 - 00h00min

PARA ANDAR E COMER

Confira espaços em Nova York que têm incursões gastronômicas inusitadas

Dentre os locais está um restaurante que foi eleito o melhor do mundo por anos consecutivos

Luciana Fróes/Agência O Globo O Great Norhtern Food Hall reúne bons representantes dos sabores nórdicos
O Great Norhtern Food Hall reúne bons representantes dos sabores nórdicos

Já que falamos de Grand Central Station, vale acrescentar que ela tem uma área relativamente nova, o Great Nothern Food Hall, com espaços de comida nórdica. Um deles é o Grain Bar, um balcão onde são servidos apenas pratos feitos com grãos. Quem está por trás do negócio é Claus Meyer, parceiro de René Redzepi no Noma, em Copenhague, eleito o melhor restaurante do mundo por anos consecutivos.

Não é pouca coisa. Experimentamos uma sobremesa inédita: o ollebroad, pão de centeio molhado com uísque e cerveja (US$ 8). Chegou num bonito bowl, como todos os poucos pratos dali. Come-se na bancada montada com jogo americano em linho, guardanapos de tecidos e taças bacanas. É interessante fazer uma refeição ali.

O programa seguinte é uma sugestão da atriz Greta Gerwig, a Lady Bird que foi indicada ao Oscar. Ela garante que o chinês Joe's Shangai na Rua 56 "é a meca das soup dumplings", as trouxinhas assadas que são um clássico da cozinha chinesa. Fomos até lá verificar. Elas chegam numa cestinha de palha como qualquer dumpling, uma porção de seis unidades pálidas e cozidas, mas foi levar à boca e, ploft!, um caldinho fervendo de lagosta com porco e cheio de sabores nos deixou nas nuvens.

O espaço é simples, mas concorrido e frequentado por iniciados. Gastamos menos de US$ 50 para duas pessoas, com duas rodadas de dumplings, mais harumakis e vinho branco.

Já a rede de casas do grupo Momofuku faz enorme sucesso. À frente está o chef David Chang, que conduz a primeira temporada da série The mind of a chef, disponível na Netflix. Mantém espaços clean, simples, mas todos concorridíssimos. O mais fino deles se chama Momofuku Ku, onde não conseguimos mesa (e se reservar e não aparecer, a multa é de US$ 200). O de maior sucesso é o Momofuku Noodle Bar, com noodles incríveis e bun de barriga de porco irretocável. Até o pão com manteiga de mel já é festa. Tem fila o dia inteiro, então é melhor chegar cedo.

O Momofuku Sam bar tem cifras medianas (na verdade, nenhum deles é baratíssimo). O Momofuku Ma Peche é bem mais caro. O Fuku só serve sanduíche de frango frito. E o Milk Bar, sorveteria de um sorvete só, é obra da chef Cristina Tosi, que está no primeiro episódio da nova temporada de confeitaria do Chef's Table, também na Netflix. Imperdível. Ela usa leite dos sucrilhos como base do sorvete. As coberturas variam, mas a de maior sucesso é a de flocos de cereais salgados. O Milk Bar está por toda parte em Manhattan, sempre em espaços pequenos, com filas enormes.

Outro endereço onipresente pela ilha é o Blue Bottle Coffee, cafeteria que serve café coado, com grãos do mundo todo, feito na sua frente. Fazem versões interessantes, como o New Orleans, on the rocks, que é para sair de copo em punho bebericando pela cidade nessa primavera.

No Café Habana, no SoHo, que, apesar do nome, é uma casa mexicana, sugerimos uma paradinha técnica. A casa serve grilled corn, milho docinho típico americano chamuscado no braseiro (sem queimar) e envolto em queso de Oaxaca. A espiga gorducha (US$ 10) acompanha cerveja mexicana com limão no topo.

Vista para o SoHo

Antes de partir para o Whitney Museum, vale dar um pulo na Dominique Ansel Bakery, com sua vitrine recheada de doces esculturais e jardinzinho florido ao fundo. O perfume das fornadas nos alcançou na rua. O Dominique Ansel faz um cannelé, receita clássica de Bordeaux, de casquinha crocante e miolo macio, que é servido quente. Foi Elisabeth Moss, atriz do seriado Mad Men, quem deu a dica. Outra sugestão de Moss: o doce bretão kouign amann, puxado na manteiga, com limonada da casa.

No Whitney, museu dedicado a artistas americanos ou que fizeram carreira no país, as mostras Grant Wood: American gothic and other fables"(até 10/6) e An incomplete history of protest, seleção de fotos do acervo do museu (até 27/8), são fantásticas. E o New Museum, não muito longe dali, no coração do SoHo, está a uma quadra de restaurantes e brechós. É um museu enxuto, com ótimas exposições e um rooftop com vista incrível do bairro.

Em seguida, vale passear pelo High Line, comendo o cannelé do Dominique Ansel que veio na bolsa, curtindo o impactante projeto do prédio residencial de Zaha Hadid. Ou visitando algumas das melhores galerias de arte da cidade, como Pace e Gagosian, abertas ao público, e com ótimas mostras. No caminho, está a Printed Matter, livraria de publicações independentes. Tem de tudo, de livros mimeografados a edições de arte caprichadas.

O Chelsea Market já é manjadinho, mas o The Lobster Place, um mercado de peixe (sem cheiro de peixe), recebe o visitante com bufê de sopas deliciosas. A clam chowder, sopa de amêijoas, está entre as dez melhores de Nova York. A de vieiras com bacon, espessa e perfumada, não fica atrás. Mas fomos ali para comer no Miznon, uma filial da loja do Marais, em Paris, uma portinha de comida kosher, famosa pela mini couve-flor na brasa regada no azeite. Fazem igual a US$ 9. O pão pita com recheio de cogulmelos e sour cream é outra boa pedida (US$ 11).

Café comunitário

Num dos boxes do mercado, há uma boa cheesecake, mas nada que lembre a do Junior's. Esta, autointitulada "casa da melhor cheesecake do mundo", fica na mesma esquina da Rua 45 (vizinha a Times Square) há 50 anos. Lotada. Uma fatia enorme de strawberry cheesecake, para comer em pé, no balcão, sai a US$ 8,50.

Nova York é cheia de delis judaicas ótimas desde sempre. Uma delas é a Zabar's, que tem mais queijos expostos nas prateleiras do que na França. Nos fins de semana, é onde os locais batem ponto, para o café da manhã servido na mesa comunitária. Peça uma salada de ovos (não tem igual), com bagel (idem), café e desfrute dos companheiros à mesa. Ao final, passe no empório e abasteça a sua eco-bag (inseparável) com mel de lavanda selvagem (wild lavender honey) que parece um caramelo, mostarda da casa, geleias de pouco açúcar, queijo P'tit Basque de cabra dos Pirineus.

Feche a manhã comendo o melhor cookie dos últimos tempos na Levain Bakery. Não há nada parecido, um creme de chocolate espesso por dentro, ou canela, ou passas. "Existe uma ciência aplicada naquele forno, naquelas proporções que é muito, muito exata", exalta um fã na fila, que é enorme.

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