Diário da Região

01/06/2018 - 09h22min

REAÇÃO NEGATIVA

Conselho de Relações Públicas critica cena de Segundo Sol

Ícaro, personagem de Chay Suede, diz para a irmã que virou relações públicas - mas ele é, na verdade, um garoto de programa

Reprodução Personagem de Chay Suede disse que era relações públicas para esconder o ofício de garoto de programa
Personagem de Chay Suede disse que era relações públicas para esconder o ofício de garoto de programa

Na última segunda-feira, 28, foi ao ar uma cena em Segundo Sol na qual Ícaro, personagem vivido por Chay Suede, diz para sua irmã Manuela (Luisa Arraes), que agora virou relações públicas - mas ele é, na verdade, um garoto de programa.

A menção equivocada causou reações negativas em alguns profissionais do setor e, por isso, o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (Conferp) se pronunciou por meio de uma nota, ressaltando o papel de um relações públicas.

Em nota publicada em seu site oficial, a entidade diz que "apesar de a novela Segundo Sol se tratar de uma obra de ficção", ela tem "impacto na formação da opinião pública" e ressalta que a profissão é regulamentada pela Lei 5.377, de dezembro de 1967, que "somente podem exercê-la profissionais com nível superior e registrados no respectivo conselho regional".

"Por entendermos a grande responsabilidade desta emissora na transmissão de informações corretas, solicitamos que o autor João Emanuel Carneiro possa deixar claro, nos próximos capítulos, o que de fato faz o profissional formado em relações públicas. O Conferp esclarece que o relações-públicas é o profissional responsável pela gestão da comunicação nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor, por meio do estabelecimento de políticas, estratégias e instrumentos de comunicação e relacionamento", continua a nota.

Procurada, a Globo ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Há alguns meses, outra novela da emissora foi alvo de críticas por um conselho profissional. Em fevereiro, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma carta aberta contra o fato de a personagem Laura, que tem traumas decorrentes de abusos sexuais que sofreu, ter procurado ajuda de coaching e sessões de hipnose em vez de se consultar com um psicólogo.

Na época, o CFP disse: "As pessoas devem buscar terapias adequadas conduzidas por profissionais habilitados para os cuidados com a saúde, particularmente a saúde mental".

 

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