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24/06/2018 - 00h00min

COMPORTAMENTO

Especialista fala sobre a evolução emocional

Conhecer a essência dos sentimentos é fundamental para nortear nosso comportamento

Pixabay/Divulgação Raiva
Raiva

João me deixou com muita raiva. Maria inveja minha vida. Cláudio é o motivo da minha tristeza e a minha ansiedade só existe porque meu chefe me pressiona. Quantas vezes você já colocou a culpa do que está sentindo em cima de outras pessoas? Quantas vezes já viu alguém fazendo isso? Será que tudo que acontece em nossa vida tem que ser responsabilidade de mais alguém a não ser nós mesmo? "Você não controla sentimento.

Você controla comportamento. Saber como agir quando determinado sentimento surge é responsabilidade só sua. Você precisa avaliar o que lhe causa tal sensação. Você está com medo de determinada prova. Isso não faz você ser uma pessoa medrosa, por isso é necessário avaliar a causa. Você está com medo porque acredita que pode esquecer tudo que estudou? Está com medo porque não lida bem com várias questões ao mesmo tempo? Se questione, dê nome as fatos", ensina Márcia Regina Orsi, psicóloga especialista em família e Consteladora Sistêmica do ITS (Instituto Terapia Sistêmica), de Rio Preto.

Segundo Renata Zanusso, mestre em ciências da saúde, especialista em psicologia organizacional e professional Coach, é esse conhecimento que irá definir a trajetória da vida de cada um. "Quanto maior o autoconhecimento, ou seja, quanto mais a pessoa conhece sobre suas emoções e aprende a lidar com elas, maior a chance de viver de forma plena, em paz com suas decisões, escolhas e atitudes", declara.

Transformando sentimentos

Alguns sentimentos são taxados como negativos como a culpa, a tristeza, a inveja, a raiva, a ansiedade e o medo, mas será que são mesmo? E será que é possível reverter e trabalhar esses sentimentos a seu favor? "Não existe sentimento positivo ou negativo. Nós aprendemos desde criança que devemos ter somente sentimentos 'bons'. Como se fosse possível controlar sentimentos. Como já disse nós só controlamos comportamentos, sentimentos não", frisa Márcia.

Em busca da tal revolução emocional, a revista Bem-Estar pediu para as especialistas classificar esses seis sentimentos e, de alguma forma, nos ensinar como tirar proveito.

Raiva - "Essa emoção surge, em geral, quando a pessoa é contrariada. Quando ela se dá conta que o seu jeito de fazer as coisas não está sendo praticado. Como reverter? Desenvolver a humildade e tolerância com o que é diferente, trabalhar internamente sua capacidade de respeitar cada um do jeito que é", ensina Renata.

Para Márcia a raiva, geralmente, é um sentimento secundário. "Pode vir no lugar da tristeza ou da vulnerabilidade. Perguntar o porque estou fragilizado?", explica.

Culpa - "Quando alguma regra interna é quebrada, gera culpa. A censura moral é construída por volta dos 3 anos de idade, quando a criança aprende o não pode. A partir disso, se ela internalizou a regra, sempre que descumprir ficará culpada. Como reverter? Muitas situações permitem que sejam retratadas, outras não. Por isso, aprender a avaliar os riscos que se corre e as atitudes que toma, ajudam a evitar sentir culpa, mas se já estiver com esse sentimento a alternativa é compreender o que foi quebrado e procurar reparar, conviver, aceitar, conforme as possibilidades", diz Renata.

Medo - "O medo é importante pata autopreservação. É ele que evita que caiamos em situações perigosas. Mas fique atento, o medo não pode paralisar-nos. Sem medo não existe a coragem. Só pessoas com medo podem ser corajosas. Sem medo só existe loucura", esclarece Marcia.

Ansiedade - "É a antecipação do futuro, é o movimento interno para acelerar o tempo e viver outro momento. Como reverter? Exercitar a presença, focar no momento, olhar para si mesmo, sua própria vida e ser grato por isso. Desenvolver a confiança em si mesmo e na abundância do universo", reforça Renata.

Para Márcia a ansiedade é um processo de controle. "Pessoas que querer tudo do seu jeito, do jeito que considera perfeito. Não podemos controlar tudo e sempre há imprevistos. Faz parte da vida", declara.

Inveja - "O olho cresce quando a pessoa percebe que não tem ou não é como queria, mas que existe alguém que é ou tem exatamente o que ela queria. Como reverter? Usar essa emoção a seu favor é partir para ação, ir em busca de ser ou ter aquilo que o outro que é invejado já conquistou. Saber que é capaz de reverter isso, e crescer a partir daí", informa Renata.

Tristeza - "A tristeza deve ser acolhida e olhada. Para crescimento e amadurecimento", diz Márcia.

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