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01/07/2018 - 00h00min

POR UMA EDUCAÇÃO MAIS HUMANIZADA

Conheça o 'Movimento Abraçar' do Brasil 

Acreditar na capacidade do aluno como construtor e autor de seu conhecimento é fundamental para a sobrevivência da humanidade

Pixabay/Divulgação educação
educação

Acreditar que a educação só funciona com pulso firme e rigidez é esquecer que quem educa fala e lida diretamente com pessoas e pessoas não são robôs. O que era bom no passado não significa que será bom no futuro. Em recente visita ao Brasil, Marjo Kyllonen, secretária de educação de Helsinque, a capital finlandesa, disse que a educação precisa ser menos fragmentada e se libertar das disciplinas. "Dentro de uma visão holística, existe uma nova visão no país para aproveitar o que acontece além da escola para aprender mais, de forma mais motivadora e o tempo todo. É a aprendizagem inteligente, que significa que toda a cidade é uma grande plataforma de aprendizado", frisa.

Quando o assunto é educação, a Finlândia é uma das maiores referências mundiais. O país nórdico está constantemente investindo na evolução de seu sistema educacional e figura sempre nas primeiras posições do Pisa, avaliação internacional que mede o nível educacional de jovens de 15 anos nos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para Marjo, o processo de transição para um novo modelo, tem que ser bem prático, de professor para professor, de diretor para diretor. "Temos escolas-piloto e professores e diretores têm a chance de pensar 'e se' sem a preocupação de errar. E se tivéssemos escolas sem livros? O que acontece e como deve ser a organização? Temos grupos de professores especialistas que têm um tempo reservado para apoiar seus colegas e dizer o que pode funcionar de acordo com a experiência que já tiveram", explica.

No Brasil

Fotos: pixabay/Divulgação educação
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Um projeto que chama atenção e ganha força no Brasil é o "Movimento Abraçar", que foca na formação do caráter das crianças com base nos Valores Humanos universais, como antídoto a triste realidade brasileira, do descaso, injustiça social, violência e corrupção dos valores básicos que são a base para que uma sociedade possa funcionar em harmonia. "Este movimento visa dar um basta a este caminho que o nosso país está trilhando neste momento e que não leva a lugar nenhum. Necessitamos atuar em conjunto para deixar para nossos netos um lugar que seja possível viver em paz e que cada ser humano possa sonhar com a sua realização, liberando suas potencialidades como ser humano", explica o professor Carlos Sebastião Andriani, fundador do projeto ADA-Associação Douglas Andreani, em Campinas-SP, que possui uma creche e pré-escola com 600 crianças de 2 a 5 anos em tempo integral. "Estamos há 14 anos em funcionamento, trabalhamos formação do caráter com base nos valores humanos, onde a criança passa em torno de 800 horas durante seu período na escola (dos dois aos cinco anos), atuando em oficinas vinculadas aos valores humanos. Este é um projeto montado em parceria com as famílias, dividindo responsabilidades para as partes quanto à educação das crianças. Esta escola, além de atender 100% a demanda do projeto pedagógico da secretaria de educação de Campinas-SP, ainda complementa o projeto pedagógico com as seguintes oficinas: Meditação, Circulo do Amor, Prática Compartilhada, Hora do conto (valores), Momento Cívico e Família na Escola", conta.

Segundo Andriani, o projeto nasceu em uma das regiões mais violentas de Campinas. "Vimos as crianças e suas famílias evoluírem através do amor, do acolhimento. Na nossa escola todo aluno é recebido com um abraço. Queremos dividir as novas experiências e levar esse tipo de educação para todo o Brasil", frisa.

O projeto "Movimento Abraçar", chega a Rio Preto e um dos responsáveis por divulgá-lo é o empresário e articulador do projeto Mauro Stefani, que garante: "Os pais, normalmente, não percebem claramente as consequências dos currículos pedagógicos que não focam na autorrealização", diz.

Para Stefani a educação deve ser instrumento para a retirada dos entraves visando a plena expressão do potencial humano. "A proposta, sem custo, é que cada prefeitura gere o Projeto de Lei, que amplie o projeto pedagógico para a formação de caráter com base nos valores humanos, cujo projeto contemple a atualização dos professores para cumprirem esta missão e avaliação da aprendizagem da criança, visando a entrega do aluno de acordo com o perfil do egresso estabelecido para cada faixa etária", explica.

Futuro próximo

Jacques Delors (1998), coordenador do "Relatório para a Unesco da Comissão Internacional Sobre Educação para o Século XXI", propôs quatro pilares que embasam uma educação humanizada: "Aprender a conhecer, fazer, conviver e ser". "Aprender a conhecer ressalta a importância em busca do conhecimento, o que nos faz querer aprender, o desejo interno que devemos despertar para buscar o conhecimento. Aprender a fazer, nos remete a prática das habilidades trabalhadas e desenvolvidas, como transformar os saberes adquiridos em ações", explica Renata Cristina de Bortoli Ferraz, pedagoga, psicopedagoga e psicóloga, de Rio Preto, que continua: "Aprender a conviver, diz respeito à convivência com o próximo, o pluralismo de ideias, a cooperação, o respeito às diferenças humanas. Aprender a ser, está relacionada a compreensão de si, ao autoconhecimento, a internalização das regras sociais, a autorregulação de acordo com suas vivencias. São as bases educacionais que transformam o ser humano em um ser ativo, reflexivo e inovador", garante.

Segundo Renata uma educação humanizada oportuniza uma aprendizagem integral. "Para isso o professor deve acreditar na capacidade de seu aluno como construtor e autor de seu conhecimento. Fazer que o mesmo se aproprie de valores que transformarão suas ações e integrá-lo à coletividade. Isso só será possível se olharmos para ele valorizando sua existência, acreditando na sua capacidade de mudança", explica.

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