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24/06/2018 - 00h00min

EM QUEDA

Especialista fala sobre tratamento para queda dos cabelos

Problema mexe com a vaidade, afeta o psicológico e causa isolamento social. Calma, tem tratamento

Freepik/Divulgação Cabelo
Cabelo

Com frequência, associa-se a calvície aos homens, mas as mulheres não conseguem escapar da disfunção, que atinge 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. E acredite, mais de 100 milhões são mulheres, segundo dados da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Só no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, aproximadamente 25% das mulheres entre 35 e 40 anos sofrem com a queda dos cabelos e 50% delas têm mais de 40 anos.

O problema, além de mexer com a vaidade, afeta também o psicológico, causando preocupações e levando a distúrbios emocionais e sociais como, por exemplo, depressão e fobia social. O primeiro passo para tratar a questão é distinguir a queda excessiva de calvície. "Os fios de cabelos caem naturalmente por conta de um ciclo natural de renovação, porém precisamos saber diferenciar a queda normal da queda prejudicial. A patologia pode ser causada por herança genética, doenças sistêmicas ou infecções como, por exemplo, doenças da tireoide, anemia, distúrbios nutricionais ou emocionais, febre, entre outros. Tratamentos químicos também podem enfraquecer o couro cabeludo e ocasionar calvície", diz a dermatologista Ana Paula Mesquita Antoniassi.

Até 200 fios caem por dia

Se você acha que faz parte desse grupo que está perdendo cabelo, mantenha a calma. Segundo a dermatologista Juliana Annunciato em média, uma pessoa possui 100 cem mil fios de cabelo, e espera-se que quando saudável, cerca de 100 a 200 fios caiam todos os dias. É fácil perceber quando esse volume está sendo ultrapassado. Você começa a encontrar fios no travesseiro, no chão do banheiro e até mesmo ao passar a mão de leve na cabeça.

A quantidade de fios de cabelo varia de acordo com a idade da pessoa. "Entre 20 e 30 anos, a cabeça humana tem, em média, 615 fios por centímetro quadrado - o que equivale a cerca de 150 mil fios. Dos 30 aos 50 anos, o número cai para 485 fios e vai diminuindo lentamente", explica o dermatologista Alexandre Haddad. Por exemplo, uma pessoa com 80 anos, saudável, possui 435 raízes por centímetro quadrado.

Quando se fala em calvície, imagina-se uma pessoa completamente calva, com a cabeça sem fios. Mas, segundo o cirurgião plástico Otávio Boaventura, especialista em transplantes capilares, no caso das mulheres, na maior parte das vezes, os fios se tornam muito ralos, é raro que elas cheguem a ficar totalmente carecas.

"A calvície é menos comum nas mulheres porque é um fenômeno provocado por hormônios presentes nos homens em grande quantidade e, nelas, em menor porção", explica o médico. A alopecia feminina pode se manifestar em três níveis, do mais leve ao mais grave. No primeiro grau, pode-se observar uma leve rarefação na risca no centro do couro cabeludo; no segundo, grau intermediário, já é possível visualizar o couro cabeludo; e no terceiro, a calvície instalada de fato.

O que está acontecendo?

Entre as causas, existem várias disfunções que podem fazer surgir a calvície feminina. O cirurgião plástico Otávio Boaventura explica que a alopécia androgenética, que tem sua origem em fatores genético-hormonais, é a causa mais comum. Outros distúrbios que aparecem com certa frequência e provocam a queda dos fios são a alopecia areata, alopecia fibrosante frontal, e líquen plano pilar.

A alopecia areata geralmente provoca queda dos fios em alguns pontos localizados e específicos do couro cabeludo. Já a fibrosante frontal, faz com que os fios da parte da frente da cabeça caiam, podendo ocorrer acometimento das sobrancelhas e, em alguns casos, dos pelos dos braços e pernas. Já o líquen plano é uma doença inflamatória crônica, que, além de outros sintomas, também pode levar à queda dos cabelos.

Dá pra prevenir

Se você ainda não está perdendo os fios mas também não quer que isso aconteça, saiba que é possível prevenir. "Boa qualidade de vida e alimentação equilibrada podem ajudar, mas a prevenção é realmente difícil em casos influenciados pela herança genética", explica Otávio Boaventura. Ele acrescenta que há tratamentos diferentes para cada caso e recomenda que um especialista seja procurado para detectar a doença e fazer o tratamento adequado.

"A falta de nutrientes como ferro e zinco pode causar queda de cabelos. Uma alimentação balanceada, rica em proteínas e vitaminas antioxidantes, mantém os cabelos fortes e saudáveis", explica a dermatologista Juliana Annunciato.

Tem tratamento

Os tratamentos para queda de cabelo são variados. podem ser simples combinações no cardápio, passando por técnicas como mesoterapia, carboxiterapia e até implantes. Os dermatologistas têm aconselhado o uso de remédios de origem vegetal: eles são eficientes no tratamento de queda. Apresentam-se para aplicação direta no couro cabeludo, ou para consumo oral. Existem ainda tônicos capilares e shampoos próprios para o tratamento para queda do cabelo das mulheres e até sessões com laser.

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