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17/06/2018 - 00h00min

O MUNDO É UM BRINQUEDO

Confira como organizar e aproveitar viagens com crianças de até dois anos

De documentos a hospedagem, saiba como organizar e aproveitar viagens dentro e fora do país

Marcos Ramos/Agência O Globo Bebê a bordo: Tim, de 6 meses, já visitou Amsterdã, Copenhague e Malmö
Bebê a bordo: Tim, de 6 meses, já visitou Amsterdã, Copenhague e Malmö

Em Lisboa, Marcela e Nicolas se encantaram com o Oceanário, enquanto Carolina se tornava habituée de um café na Praça da Estrela. No México, Otto matou a fome na Pirâmide do Sol, nas ruínas de Teotihuacan, enquanto Maria Alice contemplava o Pacífico em Malibu. E se Tim já atravessou um túnel de um país para o outro na Escandinávia, Maria Luísa navegou num cruzeiro do Rio de Janeiro até Buenos Aires. Antes mesmo de completarem 2 anos de idade, esses pequenos viajantes já têm histórias de sobra.

Desbravar o mundo com um bebê a tiracolo, seja numa praia na Costa Verde ou numa cidade europeia, é motivo de receio para muitos pais e mães, sobretudo os que acabaram de embarcar nessa jornada. O medo é compreensível, mas não se trata de uma missão impossível, desde que feita com bastante planejamento e jogo de cintura - binômio, aliás, presente em qualquer atividade corriqueira que envolva um bebê.

Na verdade, crianças de colo podem ser ótimas companheiras de viagem, e esse período da vida representa algumas vantagens: até os 2 anos, elas não pagam passagens aéreas (em geral, apenas 10% do valor do bilhete). E até os 6 meses, não é preciso nem se preocupar com a alimentação daquelas que só mamam no peito da mãe.

"Antes, eu achava que seria muito mais complicado. Mas na hora vimos que não", conta a artista plástica Vitória Frate, recentemente de volta de Lisboa, onde passou uma temporada de seis meses com o marido, o ator e escritor Pedro Neschling, e a filha Carolina, de 1 ano. "Viajar é algo natural para nós, e deveria continuar sendo com a nossa filha."

Há pais e mães que esperam ansiosamente pela primeira viagem com os pequenos. Que o diga a gerente de comunicação Paula Fiorito, que, uma semana após o nascimento do filho, já perguntou ao pediatra quando a família poderia cair na estrada.

"Contamos que queríamos ir para Amsterdã, e ele disse que tudo bem. E ainda brincou, falando que tinha criança lá também", lembra. "Tim nasceu no começo de dezembro, e menos de um mês depois já estávamos com as passagens compradas. Ele mal tinha nascido, e já começamos a montar o enxoval de roupas de frio."

Jogo da memória

O médico deu o aval porque o bebê viajaria com 4 meses, idade em que já teria tomado as principais vacinas. Em geral, longas jornadas não são recomendadas a crianças com menos de 60 dias de vida, pela fragilidade do sistema imunológico. Mas, claro, cada caso deve ser avaliado individualmente pelo pediatra.

Se clinicamente bebês tão pequenos já podem até cruzar oceanos, outra dúvida costuma surgir: vale a pena o esforço se eles não vão se lembrar disso depois? Para a pedagoga Cynthia Nana Ishida, que dá consultoria a agências que oferecem pacotes para viagens com crianças, a experiência pode, sim, ser positiva.

"Uma criança nessa faixa etária de fato percebe poucas coisas ao redor. Para ela, o importante é a sensação da grama, as cores de um jardim, e, principalmente, o convívio com os pais", afirma. "Seu vínculo maior é com o adulto com quem está, e o que mais vai ganhar é a convivência com quem ela ama e confia. Mas é preciso que a experiência não seja estressante para nenhum dos lados. Se os pais estiverem felizes, as crianças também ficarão."

Cynthia simplifica uma equação que parece complexa: como sair da rotina e preservar a do bebê. A resposta é mesmo planejamento. Definir destinos que sejam amigáveis a famílias com filhos pequenos é o primeiro passo. Dar preferência a voos noturnos e diretos, que respeitam o horário do sono infantil e causam menos estresse, é outra dica importante. Assim como escolher bem onde se hospedar, seja apartamento ou hotel, levando em consideração as necessidades da família, e organizar a documentação com certa antecedência.

Documentação

Viagens domésticas - Se a criança estiver acompanhada dos pais ou responsáveis legais, basta que estes apresentem documentos com foto e certidão de nascimento das crianças.

Mercosul - Com exceção das Guianas e do Suriname, brasileiros podem viajar apenas com a carteira de identidade. Para menores de idade, o documento tem validade até os 18 anos. Outros documentos, como carteira de motorista ou de trabalho não são aceitos, assim como RGs muito antigos ou em mau estado.

Outros países - Fora do continente, bebês precisam levar passaporte. O processo para emissão do documento e seu custo (R$ 257,25) são iguais aos dos passaportes dos adultos, mas precisa ser renovado com mais frequência. Até os 4 anos, a validade é equivalente à idade. Crianças também devem portar vistos de entrada para países que exigem tal autorização, como EUA e Canadá.

Viagens sem um dos pais - Em trechos internacionais sem um dos responsáveis, é preciso apresentar um documento em que aquele que não embarcará autoriza a viagem da criança com o outro. A autorização (no site da Polícia Federal) deve ser assinada por ambos e apresentada, sem rasuras e registrada em cartório, em três vias originais. Caso o menor viaje sem os dois responsáveis, é necessária a apresentação do mesmo documento, indicando o nome do acompanhante, que precisa ser maior de idade. Também é possível registrar a autorização prévia com apenas um dos responsáveis no passaporte da criança.

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