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01/07/2018 - 00h00min

ÁFRICA DO SUL

Entre passado e presente

Johannesburgo, cidade em que a cultura urbana é forte, é o ponto de partida para conhecer a África do Sul

Fotos: Júlia Amin/Agência O Globo Quarto de Nelson Mandela em sua casa em Soweto
Quarto de Nelson Mandela em sua casa em Soweto

Com voos diretos partindo de São Paulo, Johannesburgo, ou Joburg, como é chamada pelos locais, é o ponto de partida deste roteiro. É uma cidade ensolarada, com muitos bairros residenciais e vias arborizadas. A cultura urbana é forte, as ruas são coloridas por grandes murais de grafite, há muitas galerias de arte, e não é difícil esbarrar com músicos tocando nas esquinas.

A cena jazzística é forte, principalmente de quinta-feira a sábado. Nos outros dias, os sul-africanos preferem sair para jantar às 19h e dormir cedo. O mais importante da cidade, no entanto, é seu roteiro histórico, que mostra a luta pela liberdade nos 46 anos de segregação racial.

Como a ideia é seguir os passos de Mandela, a primeira parada é a rua que, para muitos sul-africanos, é a mais importante do mundo. Fica em Soweto, a meia hora de carro do centro de Johannesburgo. Eles têm do que se gabar. Trata-se da Vilazaki Street, lugar onde moraram dois vencedores do Nobel da Paz, Mandela e o arcebispo Desmond Tutu.

A visita à residência de Mandela, hoje um museu, é obrigatória. Uma pequena casa de tijolinhos, no número 8.115, foi onde o líder viveu com Evelyn Ntoko Mase, sua primeira mulher, de 1946 a 1957, e depois com Nomzamo Winifred Madikizela, a Winnie. Embora ele tenha sido preso em 1962, Winnie continuou morando lá, e a casa pertenceu à família até a década de 1990.

O interior é simples e preserva móveis originais. O quarto de Mandela é menor do que o de suas duas filhas, e em todos os cômodos há homenagens que ele recebeu ao longo da vida. Nas paredes, adesivos reproduzem frases marcantes do ex-presidente e de seus familiares. Do lado de fora, foram mantidas marcas de tiros, lembrando os tempos de conflito e a ação da polícia.

Entre Soweto e a região central de Johannesburgo, os interessados em conhecer um pouco mais da história do país não podem deixar de ir ao Museu do Apartheid. A entrada já diz tudo. Duas portas separam brancos, que acessam o interior sem nenhuma dificuldade, e não brancos, cujo caminho é longo e mostra detalhes da segregação racial.

Num grande pavilhão, o regime segregacionista é recontado com a ajuda de fotos, painéis e vídeos. É possível ver, por exemplo, o primeiro-ministro Hendrik Verwoerd defendendo o governo racista e réplicas de solitárias onde eram mantidos os opositores do governo. Vale reservar um tempo para assistir aos filmes que mostram os conflitos civis e a truculência da polícia com os negros. Outros episódios marcantes, como as eleições de 1994 e a vitória de Mandela, são relembrados.

"Mandela é um ícone mundial, e, no momento, o mundo está precisando de alguns Mandelas", diz o executivo Sisa Ntshona, CEO da South African Tourism. "Identificamos locais em todo o país que têm relação com ele e queremos que esses pontos sejam educativos, informativos e também ofereçam algum entretenimento."

Na região central, um destaque é a Mandela Square, numa área moderna da cidade, com grande concentração de prédios comerciais. Tem uma grande estátua dele, além de bons restaurantes e um shopping com lojas de grifes estrangeiras.

E se a ideia for explorar a gastronomia e degustar o vinho pinotage, a sugestão é o bairro de Parktown, no subúrbio. No The Local Grill, a pedida são as carnes. E o grand finale fica por conta do malva pudding, um bolinho típico que leva damasco e crème anglaise por cima.

Um roteiro para despertar vários sentidos.

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