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01/07/2018 - 00h00min

ÁFRICA DO SUL

Do calor ao frio

Na terra de Mandela, é possível pegar altas temperaturas às margens do Índico e até um clima mais frio nas montanhas de Drakensberg

Júlia Amin/Divulgação Durban vista do alto do estádio de futebol Moses Mabhida
Durban vista do alto do estádio de futebol Moses Mabhida

Aterrissar em Durban, a uma hora de avião de Johannesburgo, é como pôr um pé na Ásia. É um roteiro alternativo em vez da popular Cidade do Cabo. De clima quente, às margens do Oceano Índico, tem uma grande concentração de indianos. Mahatma Gandhi viveu lá por 21 anos, quando, aos 24, foi convidado para trabalhar num escritório de advogacia, e logo se envolveu em lutas pelos direitos dos conterrâneos.

Os indianos começaram a chegar bem antes, em meados do século XIX, levados por colonizadores britânicos para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar. A gastronomia, a religião, com o Templo Hare Krishna do Entendimento, maior da África, e a arquitetura locais têm, portanto, forte influência da Índia.

As referências arquitetônicas podem ser observadas, por exemplo, no Victoria Street Market, espécie de mercado municipal com suas torres e estruturas arredondadas. Por dentro, lojas vendem temperos como curry (presente em quase todos os pratos preparados em Durban), tecidos indianos e artesanato zulu. É um bom lugar para comprar lembranças para amigos e familiares.

Perto dali, o African Art Center reúne peças mais contemporâneas de artistas locais. O quarteirão onde está localizado é bem descolado, com grafites nas paredes e cafés e bares com cerveja artesanal.

O Estádio Moses Mabhida, erguido para a Copa de 2010, também é atração em Durban. Uma carrinho leva os visitantes à parte mais alta, de onde é possível ter vista panorâmica da cidade. Há duas opções para conhecer o interior: o tour tradicional, com acesso às arquibancadas; ou uma maneira mais radical, o Big Hush, swing de onde os corajosos se jogam de uma plataforma em queda livre por 88 metros.

À noite, o bar The Chairman é conhecido por ter os melhores shows de jazz da cidade, e a maioria dos frequentadores é local. Embora tenha atmosfera descontraída, com fachada e paredes descascadas, cadeiras antigas de salão de beleza e sofás descombinados, o dress code é mais formal, principalmente para os homens. Se estiver de ressaca no dia seguinte, a dica é o baked beans com ovos, café da manhã típico do país. São feijões mais adocicados e com grãos maiores dos que os vistos no almoço brasileiro. Uma delícia.

A pouco mais de uma hora de Durban, está a cidade de Howick. Lá, Mandela foi preso, em 1962, enquanto voltava de uma reunião secreta. Já vivia na clandestinidade há 17 meses. Num complexo chamado Mandela's Capture Site, há um monumento com 50 barras de ferro que formam seu rosto, criado em 2002 pelo artista Marco Cianfanelli. Para vê-lo, é preciso estar a exatos 35 metros de distância.

Para chegar lá, os visitantes devem andar outros 500 metros, na chamada "Longa caminhada até a liberdade". Pelo percurso, placas de metal resumem a história de Mandela e de seus 27 anos de prisão. Um pequeno museu também relembra a jornada do mito nacional. Até o fim do ano, um novo espaço, maior do que o atual, será inaugurado.

Howick fica na rota turística de artesanato e gastronomia Midlands Meander, ótima para relaxar. Vale passar pelo menos um fim de semana por lá. Uma das atrações é a fábrica de cerâmicas Ardmore, instituição colaborativa na qual cerca de 80 artistas produzem peças com detalhes que impressionam. O trajeto até lá parece pintura impressionista, com lagos, cachoeiras e, no outono, folhas secas e avermelhadas pelo chão.

Na região montanhosa de Drakensberg, também em Midlands Meander, há resorts de luxo que valorizam o contato com a natureza. São várias trilhas, que passam por dentro da floresta e levam a cachoeiras e grutas. A vista para a cadeia de montanhas, que logo pela manhã fica alaranjada por conta da luz do sol, é de tirar o fôlego. Atividades como tirolesa, mountain bike, paintball e cavalgadas são oferecidas no Drakensberg Sun Resort, todas pagas.

O Parque uKhahlamba-Drakensberg, próximo ao resort, é Patrimônio Mundial da Unesco desde o ano 2000 e tem uma grande concentração de pinturas rupestres.

A cordilheira tem mil quilômetros de extensão e seu ponto mais alto, quase 3.500 metros de altura. As geadas são comuns mesmo no outono, o que deixa os caminhos ainda mais lindos, branquinhos, branquinhos.

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