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01/07/2018 - 00h00min

LUXO EM MEIO À SAVANA

Acampamento trabalha conceito de glamour e camping em meio à vista selvagem africana

Uma pequena cerca de arame separa a barraca da vida selvagem. Não falta conforto. A cama king size, por exemplo, tem edredom elétrico para driblar o frio

Júlia Amin/Agência O Globo Elefante se refresca em pequeno lago: vida selvagem à vista do turista
Elefante se refresca em pequeno lago: vida selvagem à vista do turista

No meio da madrugada, um rugido de leão abafa todos os sons da savana. Algum tempo depois, é a vez de elefantes se comunicarem. Sob a escuridão, quebrada apenas pelo brilho da lua, das estrelas e de um lampião pendurado na varanda, estão as dez tendas do Woodbury Tended Camp, acampamento luxuoso que fica dentro da Amakhala Game Reserve, reserva particular a uma hora do aeroporto de Porto Elizabeth.

Uma pequena cerca de arame separa a barraca da vida selvagem. Não falta conforto. A cama king size, por exemplo, tem edredom elétrico para driblar o frio. Num segundo ambiente, estão o chuveiro e a pia. O banheiro fica do lado de fora, mas até 2020 todas as barracas serão transformadas em suítes. O lugar é baseado no conceito de glamping, junção de glamour e camping.

Para os que preferem algo ainda mais confortável, há os lodges. As suítes de luxo do The Safari Lodge, por exemplo, do outro lado da reserva Amakhala, têm ar-condicionado, sala de estar e banheira. Paredes e lonas compõem as divisórias do quarto. O chuveiro, por exemplo, fica ao ar livre. Os hóspedes são aconselhados a fechar bem a lona que divide o chuveiro do banheiro e a porta que o liga ao quarto. O motivo? Macacos aprenderam a mexer no zíper e adoram fazer bagunça. Na parte externa, cada lodge tem sua própria piscina, algumas com vista para a savana.

Quem escolhe camping ou lodge tem um objetivo maior: ver animais em seu habitat natural. Mas é preciso ter em mente que nem sempre é possível encontrar todos os chamados big five (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte), entre outros bichos. Sorte é palavra-chave.

Ver um elefante macho solitário se banhar ou dar de cara com uma zebra amamentando seu bebê é extraordinário. Sem contar os divertidos javalis correndo assustados ou um guepardo em busca de caça.

A Amakhala Game Reserve, com 80km², permite que apenas pessoas hospedadas em seus estabelecimentos realizem os safáris. Fica numa terra que, por muito tempo, foi usada para criar ovelha e gado bovino. Desde 1999, virou espaço para conservação de animais, antes nativos. Muitos foram reintroduzidos e, embora vivam em liberdade - não são alimentados por humanos nem recebem cuidados especiais -, existe um controle populacional.

Para se ter uma ideia, caso nasça algum leão, ele será vendido ou trocado por outras espécies de reservas vizinhas. Em reservas do governo, como o Parque Nacional Kruger, com 20 mil km², não há este controle. É possível realizar safáris por conta própria, sem precisar contratar um ranger (mistura de guia e motorista), desde que siga as regras locais. Caças, por exemplo, são terminantemente proibidas.

Por questão de segurança, os rangers devem ficar a 15 metros dos animais, que podem, por curiosidade, chegar bem pertinho do caminhão. Quando um jovem elefante resolve explorar as estruturas do veículo com sua tromba, o ranger Mnoni Caga é assertivo: "Silêncio. Não respirem."

Depois de mais de três horas de tentativas frustradas de avistar um leão e mostrá-lo ao grupo de turistas, ele desabafa na volta ao lodge: "Estou desapontado." Os visitantes, porém, continuam extasiados.

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