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04/07/2018 - 09h29min

ENTREVISTA

Erick Jacquin relembra sequestro no Brasil: 'Pensei em ir embora'

Jurado do MasterChef participou de entrevista nocanal de YouTube Pingue-Pongue com Bonfá

Divulgação Em entrevista, Erick Jacquin também relembrou a derrota do Brasil para a França na Copa de 1998
Em entrevista, Erick Jacquin também relembrou a derrota do Brasil para a França na Copa de 1998

Erick Jacquin, jurado do MasterChef, revelou em entrevista ao canal de YouTube Pingue-Pongue com Bonfá, que pensou em se mudar do Brasil após sofrer um sequestro há cerca de 20 anos.

"Falei que nunca mais ia falar disso, mas faz parte da minha história: eu fui sequestrado. Antes de ser da TV, em 1998. Passei dois dias e pouco dentro de um cativeiro, numa favela muito perigosa na época e que ainda é perigosa. Isso é uma lição de vida grande."

De forma um pouco confusa, Jacquin relembrou o processo de libertação de seu cativeiro: "A gente negociou um pouco, um foi preso, um menino era menor de idade, a polícia começou procurar saber, viu que o carro era de francês, outro sequestrado que estava comigo, estava numa multinacional, acionaram tudo, consulado francês, Itamaraty, antisequestro, tudo. A polícia localizou a gente pelo menino que foi preso, mais ou menos. Mas ele estava pronto pra entrar nessa favela que chama Jardim Ângela. De medo, os caras me liberaram, deixaram a gente ir embora."

"Levaram a gente num ponto de ônibus, uma senhora, a gente conversou com ela um pouco, muito esquisito. O ônibus levou a gente na delegacia, e lá na delegacia, voltou a nossa vida normal", concluiu.

Questionado se teve medo de morrer durante o crime, respondeu: "Na hora não. Nunca imaginei que vou morrer. Sabia que não ia morrer. Não sei porque, mas não pensei isso. Tinha mais medo de apanhar. Apanhar mesmo, fisicamente, pegarem uma barra de ferro, uma coisa dessas. ... Eu pensei nos outros, a sua vida, que passa tudo em cinco minutos"

Jacquin ainda contou que a derrota do Brasil na Copa do Mundo de 1998, diante da equipe da França, quase o complicou no cativeiro: "Um cara lá me chamou de alemão. Olho azul, cabelo claro, e o cara com uma 38 na mão: 'Alemão, alemão, alemão'. Não sei porque eu abri a boca, idiota, né. No dia seguinte eu falei: "Senhor, não sou alemão, sou francês'. Ele falou: 'Você é o que? Você é o filho da p*** que roubou a Copa do Mundo? Vou te dar um tiro!'. Aí falei: 'Não gosto de futebol, não sei do que você tá falando, vamos falar de outra coisa...'".

Perguntado se já pensou em voltar a viver na França, respondeu: "Eu pensei em ir embora. Mas tenho muito amigo brasileiro, e falei: 'Erick, esse não é o Brasil'. Eles tão certos. Não é o Brasil, mas faz parte do Brasil. A gente vive com isso sem prestar atenção. É normal. Virou normal. A gente normalizou isso aí violência. Um cara fala: 'Fui assaltado'. 'Ah, foi assaltado?'. Tudo bem. Cinco minutos depois, você fala de futebol. É uma pena. Tem que mudar esse País."

"Metade da minha vida passei aqui. Tenho 54 anos, faz 24 que estou aqui. Minha vida profissional é muito maior aqui do que na França", acrescentou, ressaltando a paixão que tem pelo Brasil.

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