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11/07/2018 - 00h30min

ENCHENTES NO JAPÃO

Família de rio-pretense escapa de tragédia

Governo japonês confirma que ao menos 155 pessoas morreram

Reprodução/Facebook Kazuo, que viveu quase 20 anos em Rio Preto, e a mulher, Kendia
Kazuo, que viveu quase 20 anos em Rio Preto, e a mulher, Kendia

Quando o alarme soou pela segunda vez no distrito de Mabi, em Kurashiki, província japonesa de Okayama, no sábado, 7, Kendia Kuramoto sabia que era hora de correr com os três filhos para fora do sobrado. Quando já estava em segurança no abrigo e o alarme soou pela terceira vez, a casa que ela e o marido, Kazuo, adquiriram ainda na planta - a realização de anos de trabalho - já estava tomada pela lama.

As fortes tempestades que se abateram sobre o Japão, semana passada, deixaram um rastro de danos e de mortes. Os Kuramoto integram uma lista da qual fazem parte cerca de 9 mil pessoas que ainda se encontram em abrigos indicados pelas autoridades para receber as vítimas das chuvas.

Kazuo tem 46 anos, quase metade deles vividos em Rio Preto. Nasceu em São Paulo e ainda pequeno, em 1973, veio para Rio Preto, onde o pai, japonês, havia arrumado emprego. Ficou aqui até o início da juventude, 1991, e nesse período cursou edificações na Etec Philadelpho Gouvêa Neto. Vive no Japão há quase 20 anos com a mulher, Kendia, e os três filhos.

Kazuo conta que o projeto da casa foi feito sob encomenda, com teto alto e sem tatame. Só que o terreno à margem do rio Takahashi, no distrito Mabi acabou se revelando um pesadelo. Aquela região foi a segunda mais castigada pelas enchentes, atrás apenas de Hiroshima.

"A água chegou até a metade do segundo andar. Está tudo revirado. Se sobrou algo, foram as poucas coisas que estavam na parte de cima", conta.

Kazuo, que é caminhoneiro, conta que todos estão bem neste momento. A mulher continua em um dos abrigos com a filha mais nova e os dois filhos maiores estão na casa de amigos. "Eu estou ficando no serviço até as coisas voltarem ao normal. Nossa intenção é recuperar nossa casa, mas o importante agora é que estamos bem", afirma.

Destruição e mortes

O governo japonês informou que pelo menos 155 pessoas morreram em decorrência das recentes chuvas, inundações e deslizamentos de terra que atingiram a região oeste do país. As buscas e operações de limpeza continuam. As equipes de resgate trabalham nas encostas cobertas por lama e nas margens dos rios em busca dos desaparecidos.

(Com Agência Estado)

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