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29/07/2018 - 00h00min

CÃES DIABÉTICOS

Veja quais são os sintomas que apontam diabetes em cães

Segundo especialista, alguns alimentos são importantes para auxiliar no tratamento; Confira

Guilherme Baffi Gabriella Koppany Gonzalez aplicada insulina duas vezes 
ao dia em Bolota
Gabriella Koppany Gonzalez aplicada insulina duas vezes ao dia em Bolota

Um em cada 100 cães com mais de 12 anos provavelmente desenvolverá diabetes. Pesquisas apontam ainda que fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos. O médico veterinário da Equilíbrio, e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, explica que o tratamento pode ser realizado por meio da insulinoterapia e da prescrição de uma dieta específica para o cão diabético. "Alguns alimentos são muito importantes para auxiliar no tratamento, como as rações que contêm cromo, um mineral auxiliar na absorção celular de glicose. O cromo pode melhorar a sensibilidade à insulina e tem sido utilizado até no tratamento da diabetes mellitus nos seres humanos, afirma o médico veterinário.

Segundo a médica veterinária Francielly Arenazio, especialista em Fisioterapia e Acupuntura Veterinária, da clínica ReabilitaCão, em Rio Preto, disfunções pancreáticas, obesidade e predisposição genética podem levar ao desenvolvimento de diabetes em cães. "Manter o cão sempre com o peso ideal, alimentação correta e exercícios físicos regulares são algumas formas de se prevenir a doença", diz a especialista que continua: "O tutor sempre deve estar atento a qualquer sinal clínico que seu animal apresente e procurar um médico veterinário quando notar algo anormal", alerta.

Meu cão diabético

A veterinária Gabriella Koppany Gonzalez é dona de Bolota, um Fox Paulistinha de 13 anos que está com ela há cinco anos. "Descobri que ele tem diabetes faz uns 10 meses. Como ele apresentou diversos sintomas, pois além da diabetes ele possui algumas alterações na coluna, demorou um tempo para descobrir que, realmente, era diabetes", conta.

Assim que diagnosticou a doença, Gabriella conta que a primeira mudança foi na alimentação. "Mudei a alimentação dele, passei a dar alimentação natural, que possibilitou a elaboração de uma dieta específica e balanceada para cães diabéticos e para ele como indivíduo. O que seria mais difícil se eu continuasse com a ração", explica ela, que continua: "Além da mudança na dieta, comecei a aplicar insulina duas vezes por dia. No começo é essencial chegar na dose ideal para ele (pois muda de animal para animal) e manter o acompanhamento para verificar se ocorreu alguma oscilação na glicemia (açúcar no sangue), para se necessário reajustar a dose", diz.

Hoje, Bolota está bem. "Voltou a andar e correr normalmente (ele ficou quase três meses sem conseguir andar direito), engordar (ele tinha 12kg, emagreceu e chegou aos 7 kg, e após estabilizar voltou aos 9 kg) e hoje tem uma vida muito parecida com a que tinha antes", conta.

Tratamento

Segundo a Veterinária Marcela Pereira Lima, de Rio Preto, há tratamentos. "A princípio é necessário que o animal fique internado para regular os níveis de glicose e para corrigir também algum grau de desidratação", explica a especialista, que continua: "Posteriormente, o animal deverá ser alimentado com ração específica e receber injeções de insulina, nas quantidades estabelecidas pelo profissional", frisa.

Para Marcela é necessário que fique claro que o objetivo principal é eliminar os sinais secundários, a hiperglicemia e glicosúrica (glicose na urina). "A manutenção da glicemia quase normal ajuda a diminuir os sinais e evitar complicações associadas. Para isso é essencial a administração adequada de insulina, que será dada sempre nos mesmos horários e em quantidades já estabelecidas pelo médico veterinário", diz ela, que recomenda uma dieta contendo maiores quantidades de fibras, que ajudarão a promover a perda de peso. "O exercício controla o peso. O ideal é que no início seja feita uma caminhada de 15 a 20 minutos e ir aumentando aos poucos", ensina.

Ainda de acordo com Machado, existem raças mais sujeitas a doença, como: Schnauzer, Poodle, Bichon Frisé, Fox Terrier, Terrier australiano, Teckel, Beagle, Pinscher, Golden Retriever, Samoieda, Keeshond, Maltês, Lhasa Apso e Yorkshire Terrier. "Além das raças predispostas à doença, as fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos", alerta.

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