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08/07/2018 - 00h00min

SUL FLUMINENSE

De grão em grão

No Vale do Café, jardim ecológico e espaço em homenagem a Cazuza ampliam leque de atrações

Fotos: Ana Beatriz Marin/Agência O Globo Sinos no jardim Uaná Etê: 135 mil metros quadrados de paz no sul fluminense
Sinos no jardim Uaná Etê: 135 mil metros quadrados de paz no sul fluminense

Se você se perder durante passeio pelo jardim ecológico Uaná Etê, em Vassouras, não se preocupe. A musicista Cristina Braga, proprietária do lugar, avisa que, apesar de não haver placas em dez quilômetros de trilhas (o espaço todo ocupa 135 mil metros quadrados), encontrar-se é fácil. De qualquer forma, o desejo dela é este mesmo: que as pessoas "se esqueçam do tempo, ouçam o silêncio e se percam", diz.

Criado em 2014, o bosque fica a cerca de 15 minutos do Centro Histórico de Vassouras, na região conhecida como Vale do Café, que está localizado a duas horas e meia do Rio e reúne 15 municípios do Sul Fluminense. Visitar a propriedade da harpista é uma forma diferente de conhecer o território, famoso pelas fazendas centenárias.

É um espaço onde experiências lúdicas predominam. Na recepção, o visitante ganha uma fita de cetim para pôr na Árvore das Infinitas Possibilidades, criação de Cristina e do marido, o compositor Ricardo Medeiros. Você escreve um desejo nela, amarra no tronco e... Bem, tenha fé.

Há ainda o Bosque dos Sinos, o Labirinto da Música, o Jardim dos Cristais, o Caminho das Acácias (um percurso de exercícios de um quilômetro e meio desenhado pelo mestre de ioga Murali Das) e uma escultura batizada de Circuito do Agora, do designer Rafael Maia, "que simboliza a vida, que é circular", explica Cristina.

Para descansar ou fazer piquenique, cinco grandes gramados oferecem bela vista panorâmica. Se quiser contemplar as copas das árvores, a sugestão é deitar nas teias instaladas em outro ponto do jardim. Elas estão lá para isso.

O Uaná Etê mantém uma extensa programação cultural, que inclui o Festival de Luzes, uma celebração do solstício de inverno com visitação e mostra de designers de luz (até 30 de junho), e o Flor Atlântica, festa da primavera devotada à natureza e à arte (de 5 a 9 de setembro).

Cazuza

No Centro Histórico de Vassouras, a novidade é o Centro Cultural Cazuza, que Lucinha Araújo, mãe do cantor, inaugurou em maio. A casa que o abriga é onde Lucinha nasceu. Daí vem a ligação com o espaço e com Vassouras. "Eu e Cazuza passamos muitas férias lá. E foi onde conheci o João", diz Lucinha, referindo-se a João Araújo, produtor musical, pai de Cazuza (1935-2013).

Ela e o empresário Fernando Vianna investiram R$ 2 milhões na reforma do local, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e onde antes funcionava a Casa de Cultura Tancredo Neves, mantida pela prefeitura. Mudou o nome, mas a programação de exposições e concertos foi mantida. A Biblioteca Municipal Maurício de Lacerda, que funcionava ali, foi transferida para o Palacete do Barão de Itambé, ao lado. Ficaram apenas os livros que contam a história de Vassouras, segundo o subsecretário de Cultura do município, Marcelo de Freitas.

O segundo andar é dedicado exclusivamente a Cazuza. Estão expostas a escrivaninha que o artista usava na infância (e onde, segundo Lucinha, Cazuza aprendeu a escrever), peças de roupa e fotos de shows. Na entrada, há uma estátua do cantor, feita por Christina Motta, responsável também pela escultura de bronze do músico, inaugurada no fim de 2016, no Leblon. A prefeitura de Vassouras continua responsável pela gestão do lugar, e a entrada é gratuita.

Vocação rural

Pela região, os visitantes podem fazer também o tradicional tour pelas fazendas que oferecem experiências gastronômicas e históricas relacionadas à época do Brasil colonial. O passeio ganha reforço em julho, com o Festival Vale do Café, entre os dias 20 e 29.

De acordo com historiadores, no auge do Ciclo do Café, a região era responsável por 75% dos grãos exportados pelo país. A produção minguou, mas muitas fazendas ficaram de pé e viraram atração turística. Há dois anos, quatro delas voltaram a cultivar café a partir de um projeto desenvolvido pelo Sebrae-RJ. E continuam abertas à visitação.

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