Diário da Região

09/09/2018 - 00h30min

CARIBE

Força da natureza

Depois da passagem traumática do furacão Irma, recuperação é palavra de ordem nas ilhas caribenhas

Eduardo Maia/Agência O Globo O Four Seasons Anguilla, resort de West End Village, em Anguilla
O Four Seasons Anguilla, resort de West End Village, em Anguilla

A passagem do furacão Irma pelo Caribe, em setembro do ano passado, deixou marcas profundas. Um dos mais destruidores da história, ele começou a se formar em alto mar, no Oceano Atlântico, e encontrou pelo caminho ilhas que são destino de turistas do mundo todo. É o caso de Saint Martin/Sint Maarten, pouco maior que Búzios e cujo território é dividido entre França e Holanda. E também de Anguilla, esta menos explorada por brasileiros, de administração britânica e quase do mesmo tamanho que sua vizinha.

Nas duas ilhas, ainda há marcas do Irma, mas os setores de hotelaria e serviços dão sinais de recuperação e se apressam para receber visitantes na alta temporada, de novembro a março.

No caso de St. Martin, a ilha voltou a sorrir, como os moradores gostam de falar. Hoje, 70% do funcionamento estão normalizados, segundo o órgão de turismo. Apesar de todo o empenho, há muito trabalho pela frente. Os governos de França e Holanda priorizaram a recuperação estrutural de vias, cais e aeroportos, além da limpeza das praias, com a retirada de entulhos e destroços. Todo o esforço é voltado para reativar o turismo, que representa mais de 90% do PIB da ilha, de acordo com a administração local.

Os prejuízos em St. Martin são estimados em US$ 10 bilhões. As seguradoras tiveram dificuldades para cumprir seus compromissos (algumas chegaram a quebrar) e só agora a recuperação se intensifica. A ilha conhecida como capital gastronômica do Caribe assumiu o desafio de reabrir restaurantes e hotéis. A paisagem, com praias deslumbrantes, continua a mesma, mostrando que, para o bem e para o mal, a natureza tem a força.

Para os habitantes e funcionários de turismo, uma nova ilha está nascendo, mais forte e especial para quem a visita. Um exemplo é Ricardo Bethel, coordenador de projetos. Ele insiste em mostrar otimismo: "Se tivemos momentos difíceis após a passagem do Irma? Sim, mas já nos recuperamos e estamos de braços e sorrisos abertos esperando os visitantes. Como diz o nosso slogan, voltamos a sorrir."

Ao chegar ao Aeroporto Internacional Princesa Juliana, no lado holandês, o visitante ainda se depara com parte das instalações em obras. A saída num galpão improvisado faz o turista sair do desembarque já no estacionamento, de onde se pode pegar um táxi ou translado até o local de hospedagem.

No caminho para o lado francês, o motorista de táxi descreve com orgulho as belezas do local. Uma delas é a Praia de Maho, colada ao aeroporto e cenário de fotos e vídeos inusitados de aviões em voo rasante sobre banhistas. Nascido em St. Martin, ele não esconde o impacto da passagem do Irma. E logo emenda: "A ilha é forte, e todos estão trabalhando duro para a recuperação total."

Christelle Barthélémy, francesa dona do restaurante La Piment, na praia de Orient Bay, também prefere olhar para frente. Seu bistrô foi totalmente destruído e reabriu no início de junho. O mesmo ânimo se vê em Tania Emorine, dona do restaurante Le Cottage, em reconstrução no Boulevard Grand Case e previsto para reabrir em outubro.

Em Anguilla, as histórias não são diferentes. Natural de St. Maarten e vivendo na ilha inglesa há 20 anos, Ena Boasman-Hodge, concierge do hotel The Reef, lembra do que sentiu ao voltar para casa, após a passagem do Irma. Ela estava num evento nos EUA naquele 6 de setembro: "Não conseguia acreditar no que via. Não era a minha ilha. Mas o furacão também mostrou o melhor lado das pessoas daqui, que começaram a trabalhar logo no dia seguinte, todos se ajudando. É por causa dessa disposição e solidariedade que as coisas estão em ordem hoje. Meu sentimento por esse lugar, que já era forte, ficou mais intenso."

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