Diário da Região

26/09/2018 - 00h30min

ESCOLA MUNICIPAL

Estudo caça hipertensão em crianças

Estudantes da Escola Municipal Ruy Nazareth, de Rio Preto, foram examinados no início da semana; alguns vão precisar de acompanhamento

Mara Sousa 24/9/2018 Maria Gabriely Saraiva de Souza 8 anos e Cibele Viana - coordenaçao de pesquisa
Maria Gabriely Saraiva de Souza 8 anos e Cibele Viana - coordenaçao de pesquisa

Uma pesquisa vai rastrear a hipertensão em crianças de 7 a 11 anos - o problema não atinge só os adultos e ainda pode ser revertido se diagnosticado cedo. O mapeamento foi realizado em 482 alunos da Escola Ruy Nazareth, no Jaguaré, em Rio Preto, por meio de uma parceria entre a Braile Cardio, o Hasca (grupo de cientistas de institutos públicos e privados, como o Incor-SP) e o Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Como o estudo é feito com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), não há resultados parciais.

O rastreamento foi feito nestas segunda e terça-feira, dias 24 e 25. Uma das crianças é Maria Gabriely, de 8 anos. A mãe, Maria Daucirene, auxiliar de limpeza de 36 anos, conta que é a primeira vez que a filha faz medição de pressão arterial. "Acho que estava tudo certinho com ela. Achei bacana, muito bom. Eu incentivo ela a não ficar mexendo muito no celular e comer coisas mais saudáveis", afirma.

A partir dos três anos, toda criança deve ter a pressão arterial medida nas consultas com o pediatra. Conforme o Departamento de Informática do SUS (Datasus), entre janeiro de 2017 e julho de 2018, a hipertensão levou a 1.120 internações na região, uma média de duas por dia. O descontrole da pressão é uma das causas de doenças cardiovasculares, que provocaram 13,8 mil internações e 1.008 mortes no mesmo período. Os óbitos foram provocados por infarto, doenças isquêmicas, transtornos de condução e arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e outras doenças.

A enfermeira Liliana Boll, do Laboratório de Investigação Clínica do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, diz que a pesquisa já foi realizada no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Espírito Santo e em Roraima. O objetivo é ampliar para outros estados e, desta forma, traçar um panorama nacional da hipertensão infantil. "Infelizmente atinge crianças também em função de maus hábitos alimentares, pouca prática de atividade física. A gente já conseguiu detectar algumas crianças que vão precisar ser acompanhadas aqui na escola", revela Liliana.

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