Conheça a história dos jornais impressos de Rio Preto
Cidade já teve vários jornais impressos importantes; o primeiro foi O Porvir, fundado em 1903 e que teve a última edição em 1925

Rio Preto teve vários jornais importantes após a instalação da Comarca, em 1904. Os primeiros foram: “O Porvir”, fundado pelo coronel Adolpho Guimarães Corrêa, em 12/07/1903, com sua última edição publicada em 1925; “O Poder Moderador”, fundado pela firma Brito & Gomes em 16/08/1910, para concorrer com “O Porvir” e que em 24/02/1912 passou a se chamar “A Cidade”.
Ainda nas primeiras décadas do século 20 tivemos “O Município”, de 1916 a 1929; “Diário de Rio Preto”, de 1922 a 1924, e “O Quarto Poder”, de 1925 a 1927, entre outros. Em 1924, surge o que foi por décadas o maior da cidade: “A Notícia”. Fundado pelo professor Dario de Jesus e pelo advogado Nelson da Veiga, o jornal circulou até 1996, quando paralisou suas atividades.
Nessa primeira parte, vamos mostrar algumas matérias de destaque nos jornais na década de 1930, com seus respectivos títulos: A FOME DO “COLLECTOR ESTADOAL” - Em 1º de fevereiro de 1930, o “Collector Estadoal” Lindolpho Guimarães Corrêa mandava publicar no jornal “A Notícia” a taxação do imposto de “commércio” e indústria do corrente exercício.
São muitas barbearias, relojoarias, hotéis, secos e molhados, casa de saúde, marmoraria, açougue, oficinas, comerciantes estrangeiros e até uma fábrica de fogos, do comerciante Sebastião Perphirio. Paulino Bueno de Aguiar, dono da Casa Bueno e um dos mais ricos da cidade, foi taxado em fazendas e etc... Nem a zona do meretrício, no final da rua Antônio de Godoy (taxada como pensão), escapou das garras do “collector”.
GETÚLIO TOMOU UM SURRA – Nas eleições presidenciais para 1930, Getúlio Vargas tomou uma sonora surra para Júlio Prestes na região de Rio Preto. “A Notícia” de 1º de março de 1930 traz o resultado dando 1.793 votos para Júlio Prestes e 235 para Getúlio Vargas. Os votos computados até o sábado eram da somatória das cidades de Rio Preto, Ignácio Uchôa (hoje Uchoa) Potyrendaba e Cedral. Para vice, Vital Soares também disparava com 1.795 contra 233 de João Pessoa. É. Getúlio estava com a bola murcha por aqui em 1930.
CHEVROLET X TREM – Em 14 de janeiro de 1930, o jornal “A Notícia” trazia na sua capa uma notícia inusitada: um desastre de consequências lamentáveis. A colisão de um trem de passageiros com um auto Chevrolet, de placa 805, de propriedade de Alberto de Pizzol, comprador de cereais e café, filho de um dos maiores fazendeiros da região, o senhor Elyseo de Pizzol.
Viajava junto o maior industrial de Taquaritinga da época, o senhor Dante Magnani, muito conhecido em toda região e em várias capitais do país. Ambos foram levados para a Casa de Saúde Santa Helena e atendidos pelo médico Dr. Gilberto Lopes da Silva, mas infelizmente não resistiram aos ferimentos.