Conheça personalidades que levaram o nome de Rio Preto para todo o País
Personalidades do meio artístico e da política como José Antônio Silva, Paulo Moura, Coutinho Cavalcanti e Aloysio Nunes Ferreira ajudaram a levar o nome de Rio Preto para todo o País

Como já publicamos em várias de nossas colunas, São José do Rio Preto teve o início do seu desenvolvimento a partir da chegada do trem da EFA, em 1912. Até aí a cidade ainda era uma quase total desconhecida em todo o País. Até essa época haviam pouquíssimas publicações sobre a cidade em jornais e revistas nacionais.
O álbum “El’ Italiani Dell’ Araraquarense – Rio Preto, Catanduva, Santa Adélia, Taquaritinga e Mattão”, lançado originalmente em 1925 (todo escrito em italiano), pelo italiano Corinaldesi Federico, foi um dos primeiros documentos a projetar Rio Preto, além do “Álbum da Comarca de Rio Preto – 1927 – 1929”, de Abílio Abrunhosa Cavalheiro, Paulo Laurito e Theodoro Demonte, que projetou a cidade e toda sua região.
Mas poucas pessoas, individualmente, se destacaram nessa época a nível estadual e nacional. Talvez os Irmãos Demonte foram os primeiros destaques de nossa cidade pelo pioneirismo na região na área da fotografia e do cinema.
Notadamente, o primeiro grande nome de nossa cidade com prestígio em todo o País foi o médico Coutinho Cavalcanti. Nascido em Recife (PE), dr. Coutinho, prefeito de Rio Preto em 1935, deputado federal entre 1951 e 1960 (morreu no exercício do cargo), foi representante do Brasil nas missões oficiais na França e em Cuba. Foi autor do projeto de lei instituindo a Reforma Agrária no Brasil, que não foi adotado aqui, mas teria sido aplicado em Cuba pelo líder revolucionário Ernesto Che Guevara.
Mas quem de fato projetou Rio Preto para o mundo foi o pintor primitivista José Antônio da Silva. Nascido em Sales de Oliveira (SP), Silva passou a maior parte de sua vida em Rio Preto e dá nome ao Museu Primitivista que hoje é patrimônio de nossa cidade.
O músico Paulo Moura, nascido em Rio Preto em 1932, é outro grande expoente da arte mundial que ajudou a projetar o nome da cidade. Temos também no mundo da música o violonista e violinista José Rastelli, nascido em Araraquara, e o saxofonista Renato Perez, nascido em Ibirá, que daqui projetaram seus nomes para todo o País.
Ainda nas artes, não podemos esquecer dos rio-pretenses da gema José Carlos Serroni, considerado um dos maiores cenógrafos do País, os radialistas Antônio Aguillar, um ícone da história do Rock e da Jovem Guarda; J. Hawilla, repórter, apresentador, produtor e chefe de Departamento Esportivo da Rede Globo de Televisão, além do também jornalista e apresentador Amaury Júnior, nascido em Catanduva, mas com grande trajetória na cidade.
O ex-árbitro e comentarista esportivo Oscar Roberto Godoi e o advogado, deputado, senador e ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira são outros dois rio-pretenses “embaixadores” da cidade pelo mundo.