Diário da Região
FITNESS

Você treina usando fone de ouvido? Conheça os prós e os contras

Ouvir música durante a atividade física libera substâncias químicas no cérebro que ajudam a reduzir a dor e a sensação de cansaço do exercício, mas o volume não pode ser muito alto

por Da Redação
Publicado em 10/06/2022 às 18:49Atualizado em 10/06/2022 às 19:03
Side crop of brunette female bodybuilder using wireless headphones and doing squats in multipower smith machine. Srtong woman with muscular body training legs in gym. Concept of bodybuilding. (Woman doing squats in smith machine.)
Galeria
Side crop of brunette female bodybuilder using wireless headphones and doing squats in multipower smith machine. Srtong woman with muscular body training legs in gym. Concept of bodybuilding. (Woman doing squats in smith machine.)
Ouvir matéria

A prática de atividades físicas traz inúmeros benefícios para a saúde - isso todo mundo já sabe. No entanto, o cansaço e as possíveis dores no corpo afastam grande parte das pessoas da frequência ideal de exercícios. Sabendo disso, diversas pesquisas buscam alternativas para tornar os treinamentos físicos mais prazerosos e, entre as mais consolidadas, estão as que comprovam a excelente parceria entre música e atividade física.

Segundo um artigo publicado no jornal britânico The Independent, especialistas mostram que ouvir música durante a atividade física libera substâncias químicas no cérebro que ajudam a reduzir a dor e a sensação de cansaço do exercício. Por essa razão, não é difícil perceber que a grande maioria das academias, por exemplo, contam com som ambiente.

Mas, nem sempre o tipo de música que está tocando no local de treinamento é do agrado de todos e, por isso, os fones de ouvido vêm ganhando cada vez mais espaço, possibilitando que cada um ouça o que julgar melhor.

No entanto, a Sociedade Brasileira de Otologia alerta que o uso excessivo do fone de ouvido em alto volume pode causar, a médio prazo, sérios problemas de saúde e resultar em perda auditiva leve ou, em casos mais graves, surdez. “Quando a medida do som, o decibel, vai além dos 80, é hora de começar a ficar alerta”, recomenda a entidade.

A altura recomendada é a metade do volume máximo emitido pelo aparelho. Uma dica prática é perguntar às pessoas próximas se estão escutando o som que sai pelo seu fone de ouvido. Se sim, é melhor diminuir o volume”. (Colaborou Sergio Torqueti)

ATENÇÃO AOS SINAIS

A perda de audição acontece de forma progressiva, e tem os sintomas se apresentando com mais intensidade depois dos 25 anos de idade. Por isso, o otorrinolaringologista do Hiorp e professor da Famerp, Luciano Pereira Maniglia, orienta que ao perceber que há alguma alteração na audição, como zumbidos, dificuldade de entender, pedir para repetir a fala ou escutar sons metálicos, é preciso consultar um otorrinolaringologista imediatamente. “Quanto antes realizar exames e iniciar algum tipo de tratamento, melhor as chances de evitar uma perda expressiva da audição”, alerta.

Segundo Luciano, a deficiência auditiva é um dos problemas de saúde que mais piora a qualidade de vida do paciente. “Existem zumbidos incapacitantes que impedem a pessoa de dormir, se concentrar e até mesmo realizar atividades comuns do dia a dia, podendo causar quadros graves de depressão”, diz.

Por fim, o especialista faz algumas orientações para um bom uso desses aparelhos, que são: ouvir no volume até 50% da potência do equipamento (aproximadamente 75 decibéis); dar preferência para o formato concha; e usar o fone no máximo duas horas por dia.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 466 milhões de pessoas sofrem com perda auditiva e, até 2050, a expectativa é de que o problema atinja mais de 900 milhões. Em paralelo, a organização ainda alerta que cerca de 1,1 bilhão de adolescentes e jovens adultos estão em risco de comprometer a audição por usar dispositivos pessoais de áudio de forma inadequada. (ST)