Baep de Rio Preto começa a usar câmeras corporais
O governo do Estado entregou 233 câmeras corporais ao 9º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep), em Rio Preto, e ao 52º Batalhão da PM, em Mirassol. Acoplados à farda, os equipamentos vão registrar a atuação dos policiais, podendo ser requisitados posteriormente para checagem

Seis anos após serem lançadas em São Paulo, as câmeras corporais da Polícia Militar começaram a operar na região de Rio Preto. Inicialmente, serão utilizados 233 equipamentos já entregues ao 9º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep), em Rio Preto, e ao 52º Batalhão da PM, em Mirassol. As imagens vão registrar todo o turno de serviço do policial militar durante o patrulhamento da cidade e o atendimento de ocorrências, podendo ser requisitadas posteriormente para checagem.
Na região de Rio Preto, os primeiros a serem contemplados com o equipamento foram o Batalhão de Ações Especiais (Baep) e o 52º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I). O Baep recebeu 94 câmeras corporais, enquanto o 52º BPM/I foi equipado com 139 aparelhos, que estão sendo utilizados em Mirassol, José Bonifácio, Bálsamo e na própria cidade de Mirassol. As câmeras são usadas de em forma de rodízio pelas equipes de serviço durante o patrulhamento (o Baep é composto por 200 profissionais). Sempre que as viaturas saem às ruas, os policiais já estão equipados com os dispositivos.
Fabricadas pela Motorola, as câmeras corporais (COP) da PM são habilitadas com sinal de celular do tipo LTE (Long Term Evolution, tecnologia similar ao 4G), o que permite que os policiais militares transmitam vídeo ao vivo, com localização em tempo real, para a sala de controle. Cada câmera tem autonomia para até 12 horas ininterruptas de operação, cobrindo um turno inteiro de trabalho.
As filmagens são carregadas automaticamente no sistema de gerenciamento de evidências digitais, permitindo que o manuseio, o armazenamento e o compartilhamento das imagens sejam feitos de forma segura e com criptografia. Os arquivos gravados são protegidos para preservar a integridade do material, tanto para o policial quanto para todas as pessoas envolvidas na ocorrência.
Segundo o comandante do CPI-5, coronel Paulo Beltrami, as câmeras corporais começaram a ser utilizadas na região a partir de 6 de janeiro deste ano. Antes do início da operação, houve um período de capacitação dos policiais militares. O treinamento começou no fim de dezembro de 2025 e envolveu oficiais e praças, que receberam instruções na capital paulista para, posteriormente, multiplicar o conhecimento entre o efetivo da região.
Além da capacitação, foi necessária a implantação de infraestrutura específica para o funcionamento do sistema. Segundo Beltrami, a empresa contratada instalou as docas de carregamento e os equipamentos responsáveis pelo descarregamento e armazenamento das imagens, além de adequar as unidades para receber os dados. “Foi preciso criar uma estrutura. A empresa contratada instala as docas onde as imagens são descarregadas, monta os equipamentos de armazenamento e adapta as unidades para receber esses dados”, afirmou o comandante.
Para Beltrami, a instalação do equipamento é positiva tanto para a corporação quanto para a sociedade, pois permite verificar a conduta do policial militar nas ruas e também serve como prova em situações em que o agente seja alvo de agressões ou de acusações de mau comportamento. “Isso aumenta a segurança do policial, permite auditorias, melhora as técnicas operacionais e garante segurança jurídica, já que as imagens podem servir como prova da atuação policial”, disse.
Questionado sobre a ampliação do programa, o coronel explicou que existe um cronograma institucional para a distribuição dos equipamentos. Atualmente, o Estado de São Paulo conta com cerca de 15 mil câmeras corporais em operação. A expansão ocorre de forma gradual e depende de contratos e da capacidade de fornecimento das empresas responsáveis.
O 17º Batalhão de Polícia Militar do Interior, que também atua na região do CPI-5, ainda não foi contemplado nesta primeira etapa, mas deverá receber os equipamentos futuramente.
As câmeras
Tipos de acionamento
Acionamento remoto automático das câmeras pelo Copom em todos os despachos de ocorrências (equipamento não pode ser desligado manualmente e continua gravando até que a ocorrência seja oficialmente encerrada no centro de comando)
Reativação automática dos dispositivos caso a gravação seja interrompida manualmente
Acionamento remoto pela supervisão e, nos casos nos quais o acionamento remoto não ocorrer primeiro, fica mantida a obrigatoriedade do acionamento manual pelo Policial Militar ao se deparar com fato de interesse da segurança pública.
Tecnologia
Possuem áudio bidirecional para contato do policial com a comunicação central
Geolocalização em tempo real durante todo o turno de serviço
Geram imagens de boa resolução, o que permitirá melhor identificação de pessoas, veículos e objetos
Armazenamento
As câmeras contam com um sistema de “buffer” capaz de armazenar imagens dos 90 segundos anteriores à ativação
Ou seja, as câmeras permanecem operando continuamente e, ao serem acionadas para armazenar imagens, incluirão gravações retroativas, possibilitando a contextualização da ocorrência
As imagens são armazenadas de forma criptografada e transferidas para um servidor ao fim do expediente. O tempo de retenção pode varia de 30 dias a um ano
Autonomia
Cada câmera tem autonomia para 12 horas ininterruptas de operação, cobrindo um turno inteiro de trabalho
Fonte: Governo do Estado