Uma avenida em São Paulo, enfrenta sérios problemas após uma revitalização que custou R$ 32,4 milhões. Menos de um ano após a conclusão da obra, paralelepípedos estão se soltando, levando à interdição de um trecho no cruzamento com a Rua Floriano Peixoto. A situação gerou preocupação na administração municipal, que agora busca soluções para evitar a repetição dos problemas.
As obras de manutenção começaram em 17 de março. O Secretário de Obras, Walter Telli, informou que a prefeitura está em busca de uma solução menos invasiva, mas não descarta a possibilidade de refazer o serviço.
Ele destaca que os problemas estão relacionados ao assentamento e ao espaçamento das pedras, que seguem normas do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de Ribeirão Preto (Conppac). Telli afirmou que a mistura de areia e pó de pedra utilizada não é suficiente para manter os paralelepípedos fixos.
Normas e Execução da obra
O membro do Conppac, Cláudio Baúso, defende que o método de assentamento utilizado é o correto. Ele critica a execução da obra, afirmando que a responsabilidade pelos problemas deve ser atribuída à empresa responsável, que não teria a competência necessária.
Baúso ressalta que existem ruas de paralelepípedo na cidade que permanecem em bom estado, sugerindo que a falha está na execução e não nas normas estabelecidas. Além dos problemas estruturais, Telli menciona que a obra não foi completamente finalizada devido à falta de repasses do Governo de São Paulo.
A interrupção dos repasses, que totalizariam entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões, impediu a conclusão da drenagem em um trecho importante, afetando diretamente a Avenida Nove de Julho. Apesar das dificuldades, a obra foi inicialmente considerada adequada e aprovada pela administração municipal.
O projeto, que incluiu melhorias na pavimentação, reforma de canteiros centrais e instalação de sistemas de drenagem, foi concluído pela empresa Era-Técnica Engenharia Construções e Serviços Ltda.





