{"id":23415,"date":"2026-04-25T16:47:00","date_gmt":"2026-04-25T19:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/?p=23415"},"modified":"2026-04-24T12:06:13","modified_gmt":"2026-04-24T15:06:13","slug":"mais-10-anos-e-leoes-podem-desaparecer-quase-totalmente-do-planeta-se-nada-muda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/mais-10-anos-e-leoes-podem-desaparecer-quase-totalmente-do-planeta-se-nada-muda\/","title":{"rendered":"Mais 10 anos e le\u00f5es podem desaparecer quase totalmente do planeta se nada muda"},"content":{"rendered":"\n<p>Um alerta silencioso vem sendo refor\u00e7ado ao longo dos anos, justamente enquanto outros temas acabam dominando o debate global e desviando a aten\u00e7\u00e3o de um problema crescente. No entanto, mesmo sem ocupar manchetes frequentes, a amea\u00e7a segue avan\u00e7ando de forma consistente e preocupante em diferentes regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, quando o assunto finalmente ganha destaque, os dados revelam um cen\u00e1rio que pode se agravar ainda mais nos pr\u00f3ximos anos, at\u00e9 mesmo com previs\u00f5es antigas come\u00e7ando a se confirmar. Trata-se da situa\u00e7\u00e3o dos le\u00f5es na \u00c1frica, cuja popula\u00e7\u00e3o vem diminuindo de forma cont\u00ednua segundo estudos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Queda acelerada e dados preocupantes<\/h2>\n\n\n\n<p>Um levantamento publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences apontou que, dos cerca de 20 mil le\u00f5es ainda existentes no continente africano, quase metade pode desaparecer ao longo de duas d\u00e9cadas. No entanto, esse estudo foi conduzido ao longo de 20 anos, analisando 47 popula\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram que a redu\u00e7\u00e3o ocorre praticamente em todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o de alguns pa\u00edses do sul da \u00c1frica, como Botsuana, Nam\u00edbia, \u00c1frica do Sul e Zimb\u00e1bue. Justamente nesses locais, h\u00e1 maior investimento em prote\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador Philipp Henschel, da ONG Panthera, o n\u00famero de le\u00f5es j\u00e1 foi cerca de dez vezes maior no passado, chegando a aproximadamente 200 mil indiv\u00edduos. No entanto, hoje a esp\u00e9cie j\u00e1 n\u00e3o ocupa cerca de 25% de sua \u00e1rea hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-23417\" srcset=\"https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1-750x500.jpg 750w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1-1140x760.jpg 1140w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/11726-1-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00f5es mais cr\u00edticas e risco real<\/h2>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se torna ainda mais grave na \u00c1frica Ocidental e Central, onde o decl\u00ednio \u00e9 mais acentuado e constante. Segundo os pesquisadores, com base na evolu\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es desde 1990, metade dos le\u00f5es dessas regi\u00f5es pode desaparecer em 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, restam apenas duas grandes popula\u00e7\u00f5es nessas \u00e1reas, sendo uma com cerca de 350 animais no complexo W-Arly-Pendjari, localizado entre Benin, Burkina Fasso e N\u00edger. A outra possui aproximadamente 250 indiv\u00edduos no complexo da B\u00e9nou\u00e9, em Camar\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00c1frica Ocidental, o le\u00e3o j\u00e1 \u00e9 considerado \u201cem perigo de extin\u00e7\u00e3o\u201d pela Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza. No entanto, especialistas tentam ampliar essa classifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para regi\u00f5es central e oriental, onde a esp\u00e9cie ainda \u00e9 listada apenas como \u201cvulner\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-23418\" srcset=\"https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1-750x501.jpg 750w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1-1140x761.jpg 1140w, https:\/\/diariodaregiao.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20137-1-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Press\u00e3o humana e futuro incerto<\/h2>\n\n\n\n<p>O principal fator por tr\u00e1s dessa queda \u00e9 a expans\u00e3o das atividades humanas, que acabam reduzindo o espa\u00e7o natural dos animais. \u00c1reas que antes eram territ\u00f3rios de ca\u00e7a dos le\u00f5es est\u00e3o sendo transformadas em lavouras ou pastagens, o que compromete diretamente sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os animais que fazem parte da dieta dos le\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o ca\u00e7ados, diminuindo ainda mais as chances de sustento da esp\u00e9cie. Em alguns casos, at\u00e9 mesmo os pr\u00f3prios le\u00f5es s\u00e3o mortos por fazendeiros que tentam proteger seus rebanhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema, ainda que em menor escala, envolve a ca\u00e7a para obten\u00e7\u00e3o de pele e ossos, usados em certos medicamentos asi\u00e1ticos como substitutos dos ossos de tigre. No entanto, a combina\u00e7\u00e3o de todos esses fatores acelera o processo de desaparecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com exemplos positivos como o parque Kruger, na \u00c1frica do Sul, que recebe investimentos p\u00fablicos e reinveste na prote\u00e7\u00e3o da fauna, a realidade geral ainda \u00e9 preocupante. Segundo os pesquisadores, seriam necess\u00e1rios cerca de 2 mil d\u00f3lares por km\u00b2 ao ano para garantir uma prote\u00e7\u00e3o eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a maioria das \u00e1reas protegidas recebe at\u00e9 100 vezes menos recursos, o que compromete qualquer estrat\u00e9gia de preserva\u00e7\u00e3o a longo prazo. E justamente por isso, estudos mais recentes apontam que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o melhorou de forma significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa de 2023 mostra que os le\u00f5es j\u00e1 desapareceram de 26 dos 48 pa\u00edses africanos onde existiam originalmente. Diante desse cen\u00e1rio, cresce a percep\u00e7\u00e3o de que, se nada mudar, previs\u00f5es feitas anos atr\u00e1s podem se concretizar em menos tempo do que o esperado, at\u00e9 mesmo dentro da pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um alerta silencioso vem sendo refor\u00e7ado ao longo dos anos, justamente enquanto outros temas acabam dominando o debate global e desviando a aten\u00e7\u00e3o de um problema crescente. No entanto, mesmo sem ocupar manchetes frequentes, a amea\u00e7a segue avan\u00e7ando de forma consistente e preocupante em diferentes regi\u00f5es. 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