Um alimento comum nas mesas de fim de semana entrou na mira de especialistas em saúde. Segundo o farmacêutico e divulgador Sento Segarra, a batata frita pode ser mais prejudicial do que muitos imaginam.
Popular como acompanhamento de lanches rápidos, ela é consumida semanalmente por grande parte da população. O alerta é para a frequência e para a forma de preparo.

Riscos associados ao consumo frequente
De acordo com Segarra, ingerir batata frita mais de duas vezes por semana está ligado ao aumento do risco cardiovascular. O problema não está apenas no alimento, mas na transformação química que ocorre durante a fritura.
A combinação de amido, óleos refinados e altas temperaturas altera as propriedades originais da batata. Nesse processo, formam-se compostos potencialmente nocivos ao organismo.
Entre eles está a acrilamida, substância gerada quando alimentos ricos em amido são submetidos a calor intenso. Também surgem os chamados produtos finais de glicação avançada, associados a inflamação e danos metabólicos.
Esses compostos estão relacionados a maior risco de doenças cardiovasculares. O consumo frequente pode contribuir para processos inflamatórios silenciosos no corpo.
O papel dos acompanhamentos
Outro ponto destacado pelo farmacêutico é o uso de molhos industrializados. O ketchup, por exemplo, costuma conter xaropes de glicose ou frutose e amidos adicionados.
A combinação entre batata frita e molhos açucarados favorece picos de glicemia. Isso pode aumentar o risco metabólico e intensificar processos inflamatórios.
Ainda assim, o especialista adota tom moderado. Ele não defende a exclusão total do alimento, mas recomenda que seja consumido de forma eventual.
Em alerta recente, Segarra também citou bebidas alcoólicas destiladas como prejudiciais ao fígado. Segundo ele, o órgão entra em “modo de emergência” sempre que precisa metabolizar altas doses de álcool, independentemente do dia da semana.





