Jonathan, uma tartaruga-gigante Aldabra, é reconhecido como o animal terrestre mais velho do mundo, com 193 anos. Ele vive na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde recebe cuidados constantes de veterinários e é visitado por turistas interessados em conhecê-lo.
A tartaruga foi levada para a ilha em 1882 como presente para o então governador Sir William Gray-Wilson e desde então testemunhou eventos históricos como as duas Guerras Mundiais e a queda da União Soviética.
A espécie de Jonathan, originária das Seychelles, é extremamente rara e já chegou a ser considerada extinta. Atualmente, existem cerca de 80 exemplares no mundo. A longevidade dessa tartaruga é superior à média de vida de sua espécie, estimada em cerca de 150 anos.
Com o avanço da idade, Jonathan perdeu a visão e o olfato, o que dificulta sua alimentação. Para mantê-lo saudável, os veterinários estabeleceram uma dieta rica em frutas e vegetais, administrada manualmente para garantir o consumo adequado de calorias.
Apesar das limitações físicas, Jonathan mantém boa audição e continua se locomovendo pela ilha com facilidade. Sua presença já rendeu aparições em selos e moedas comemorativas, além de inspirar histórias locais, como um pedido de casamento realizado por turistas diante do animal.

A longevidade no reino animal
Jonathan não é o único animal com vida extraordinariamente longa. Espécies como o tubarão-da-Groenlândia, que pode viver até 500 anos, e a baleia-da-Groenlândia, com expectativa superior a 200 anos, também apresentam adaptações biológicas que retardam o envelhecimento.
Outros exemplos incluem a tartaruga-gigante-de-Galápagos, o ouriço-do-mar-vermelho e o geoduck, que aproveitam ambientes estáveis e proteção contra predadores para prolongar suas vidas. Além disso, espécies como a tuatara amadurecem mais lentamente, o que contribui para um envelhecimento gradual e maior longevidade.




