Finalizado o antigo acordo que tinham, Estados Unidos e Rússia estão livres para aumentar suas bombas nucleares. Mas não são só os dois países que querem incrementar seu poderio. A França é mais uma que pretende reforçar seu arsenal em breve.
A revelação foi feita pelo próprio presidente francês, Emmanuel Macron, durante discurso na base de submarinos nucleares de Île Longue, na Bretanha. Diante do cenário atual, com o recente estouro do conflito no Oriente Médio, o mandatário afirmou que é preciso fortalecer o território francês.

“Num momento em que as certezas vacilam, em que os adversários se tornam mais ousados e em que as alianças se desfazem, a dissuasão é, e deve continuar a ser, um princípio francês inviolável. Devemos reforçar a nossa dissuasão nuclear face à combinação de ameaças e devemos considerar a nossa estratégia de dissuasão no seio do continente europeu”, disse.
Ainda segundo Macron, o mundo está cada vez mais hostil e, por isso, a França precisa se preparar para o que está por vir. Além disso, o presidente do país europeu anunciou que não vai mais divulgar o número de suas armas nucleares. A França é uma das cinco nações que reconhecem ter armas nucleares.
EUA e Rússia vão aumentar suas bombas nucleares
Conforme destacado anteriormente, as maiores potências nucleares do mundo, Estados Unidos da América e Rússia, vão aumentar seu arsenal de ogivas nucleares. Antes limitados por um acordo, os países agora estão sem limites de produção com o fim do antigo acordo.
O tratado New START chegou ao fim no começo de fevereiro e desde então os dois lados não se acertaram quanto a possíveis novas diretrizes. A realidade, inédita no período pós-Guerra Fria, faz com que a corrida nuclear global acelere e deixe o cenário ainda mais incerto para o futuro, segundo especialistas.





