Recentemente, o Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) do Peru aprovou uma lei que proíbe a circulação de duas pessoas em uma moto em Lima e Callao. Mas, como era de se imaginar, a nova medida não caiu nada bem entre os motociclistas.
Insatisfeitas com o novo cenário, associações de motociclistas se reunirão com o presidente do Conselho de Ministros, Ernesto Álvarez, para discutir possíveis mudanças na regra. A norma, vale destacar, se aplica a áreas nas quais foi declarado estado de emergência.

Os motociclistas querem o fim da regra que proíbe a condução de mais uma pessoa na garupa mesmo nos locais onde a situação está mais crítica. A categoria entende que a medida viola seus direitos e são ineficazes frente ao combate a crimes como extorsão e assassinatos por encomenda.
Além disso, as associações querem tratar sobre a crise na emissão de placas. As placas azuis não estão sendo mais emitidas porque o estado parou de comprar. Isso acaba resultando em uma escassez e fazendo com que muitos motociclistas recorram ao mercado paralelo para conseguirem o item.
Duas pessoas na moto causam multa no Peru
Conforme o Decreto Supremo nº 002-2026-MTC, os motociclistas que forem pegos transportando um passageiro adicional receberão multa de até S/ 1.320, valor que na cotação atual corresponde a R$ 2,1 mil.
Além da multa, os responsáveis pelo veículo serão penalizados com acúmulo de pontos na carteira de habilitação e a impossibilidade de acessar descontos por pagamento antecipado em caso de reincidência.
A medida foi adotada como uma forma de conter os crimes de extorsão e assassinato por encomenda em cidades que estão em estado de emergência, como Lima e Callao.





