A Arábia Saudita anunciou a adição de 7,8 milhões de onças de ouro às suas reservas, reforçando sua ambição de se tornar um ator global relevante no setor mineral. A informação foi divulgada pela Maaden, empresa estatal de mineração, durante a Conferência Internacional de Mineração em Riade.
Segundo o ministro da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Alkhorayef, a mineração é atualmente o setor que mais cresce no país e desempenha papel central na estratégia de diversificação econômica prevista na Visão 2030.
O aumento das reservas é resultado de programas intensivos de exploração realizados em quatro áreas estratégicas: Mansourah–Massarah, Umm al-Salam, Uruq 20/21 e a histórica mina Mahd Ad Dhahab. Essas iniciativas visam consolidar a mineração como o terceiro pilar industrial da Arábia Saudita, ao lado de energia e petroquímica.

Expansão, resultados e perspectivas
A mina Mansourah–Massarah, a maior e mais recente do Reino, teve suas estimativas de recursos ampliadas para 116 milhões de toneladas, com teor médio de 2,8 gramas de ouro por tonelada, totalizando cerca de 10,4 milhões de onças.
As campanhas de perfuração identificaram 4,2 milhões de onças adicionais, resultando em um ganho líquido anual estimado de 3 milhões de onças. Segundo o CEO da Maaden, Bob Wilt, esses resultados confirmam a eficácia da estratégia de longo prazo da empresa e fortalecem sua posição financeira.
Além do ouro, a Maaden identificou indícios relevantes de metais básicos, como cobre, níquel e platina, em áreas como Jabal Shayban e Jabal al-Wakil. Esses minerais são considerados estratégicos para a indústria global.
As novas descobertas em Umm al-Salam e Uruq 20/21, somando 50,6 milhões de toneladas, devem ampliar o hub de processamento de Mansourah–Massarah, aumentando a eficiência operacional e reduzindo custos.





