O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis), espécie nativa da Mata Atlântica, ganha destaque no verão ao exibir uma florada que transforma a paisagem. Embora seja uma árvore comum em várias regiões, é durante os meses de novembro a fevereiro que ela chama atenção, quando suas flores surgem em branco e gradualmente assumem tons rosados, criando um forte contraste em áreas urbanas e naturais.
Presença crescente em ambientes urbanos
Tradicionalmente encontrado em trechos de floresta ombrófila densa nos estados do Sul e Sudeste — como Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro —, o manacá-da-serra é conhecido também como flor-de-maio ou flor-de-quaresma. Ele costuma ser confundido com a quaresmeira, outra árvore do mesmo gênero, mas diferem principalmente pela coloração das flores, já que a quaresmeira apresenta pétalas em roxo mais intenso.
A facilidade de cultivo, somada ao porte médio e ao sistema radicular pouco invasivo, fez com que a espécie se tornasse bastante procurada para projetos de paisagismo. Por isso, hoje é comum vê-la em calçadas, praças, chácaras e jardins particulares, muito além de seu habitat original.

Mudança de cor e função ambiental
Uma das características mais curiosas do manacá-da-serra é a mudança natural da cor das flores, que passam do branco ao rosa conforme envelhecem e são polinizadas. Pesquisas mostram que abelhas e outros insetos preferem visitar as flores mais claras, deixando de lado as que já adquiriram o tom rosado.
Com altura entre 7 e 12 metros, a Tibouchina mutabilis é uma das representantes mais conhecidas de seu gênero — que inclui outras espécies, como a Tibouchina pulchra. Além de sua função ornamental, a árvore também é empregada em ações de recuperação ambiental e reflorestamento, contribuindo para a recomposição da vegetação nativa.





