Uma das aves mais peculiares do Brasil é frequentemente citada por sua aparência incomum. Com uma boca desproporcionalmente grande que lembra a de um sapo e olhos enormes, essa ave se destaca pela camuflagem que imita galhos secos, tornando-a quase invisível em seu habitat natural.
Além disso, possui fendas nas pálpebras que permitem enxergar mesmo com os olhos fechados, uma adaptação interessante para sua vida noturna. O canto melancólico que emite é uma marca registrada dessa ave, que se alimenta principalmente de insetos, mas também pode capturar pequenos vertebrados como morcegos e lagartos.
Durante o dia, ela permanece imóvel no topo de tocos secos, utilizando sua plumagem para se camuflar de maneira eficaz. Essa habilidade de disfarce é crucial para evitar predadores e para a captura de presas.

Habitat e distribuição
O Urutau habita os Neotrópicos da América do Sul, encontrando-se em florestas e áreas abertas. Pertencentes à família Nyctibiidae e à ordem Nyctibiiformes, são noturnas e têm hábitos de vida que favorecem a camuflagem. Alcançando até 37 cm de comprimento, elas se destacam pela capacidade de se misturar ao ambiente, o que dificulta a detecção por predadores e humanos.
Na cultura popular, essa ave é considerada um símbolo de força e proteção. Sua vocalização peculiar, muitas vezes percebida como triste, está ligada a várias lendas entre os moradores rurais. Algumas tradições acreditam que seu canto é um prenúncio de morte ou um aviso sobre eventos negativos.
Outras narrativas falam sobre a ave como a representação de uma mulher que perdeu seu amor, reforçando a ideia de “pássaro-fantasma” que a envolve. O nome que se popularizou tem origem no tupi, onde “uruta’gwi” significa “ave da família dos nictibiídeos”.





