O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou novo financiamento de R$ 151,8 milhões voltado à recuperação ambiental. O investimento permitirá restaurar 15 mil hectares de áreas degradadas da Mata Atlântica nos próximos anos.
Os recursos saem do Fundo Clima, na linha Florestas Nativas e Recursos Hídricos. A iniciativa será executada pela Tree Agroflorestal S.A., conhecida como Tree+, com foco em plantio e regeneração de espécies nativas.

Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, a recomposição florestal em larga escala é estratégica. Ele ressaltou que a Mata Atlântica reúne enorme biodiversidade, mas segue entre os biomas mais pressionados do país.
Municípios beneficiados e regras ambientais
As ações iniciais concentram-se em Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana e Quissamã, no Norte Fluminense. Há previsão de expansão para o sul do Espírito Santo e para a Zona da Mata de Minas Gerais.
A restauração ocorrerá em Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais. O trabalho seguirá parâmetros do Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica, utilizando exclusivamente espécies nativas.
O objetivo é reconectar fragmentos florestais e recompor habitats naturais. A expectativa é favorecer o retorno gradual da fauna e restabelecer funções ecológicas essenciais, como a proteção do solo e dos recursos hídricos.
Impactos econômicos e ambientais
A Tree+ já promoveu a recuperação de cerca de 2 mil hectares ao longo de 2025. Com o novo contrato, a meta é ampliar a escala e assegurar ganhos ambientais duradouros.
A recomposição vegetal tende a melhorar as condições físicas e biológicas do solo. Também deve ampliar infiltração e retenção de água, reduzindo enchentes sazonais e processos erosivos.
Produtores rurais participam como parceiros do projeto, integrando restauração e atividade produtiva. Desde 2023, o BNDES já mobilizou mais de R$ 7 bilhões para conservação florestal em diferentes biomas brasileiros.





