O Brasil tomou a iniciativa de assumir os interesses diplomáticos do México em território peruano, em um contexto de rompimento das relações entre México e Peru. Essa decisão foi anunciada pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil, que confirmou a responsabilidade pelo edifício da embaixada mexicana, incluindo a residência do chefe de missão, seus bens e arquivos.
A medida foi tomada após a concessão de asilo político pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum à ex-primeira-ministra Betssy Chávez. O rompimento das relações diplomáticas entre Peru e México ocorreu há mais de dois meses, em resposta ao asilo concedido a Betssy Chávez, que foi condenada a mais de 11 anos de prisão por sua participação em um movimento para dissolver o Congresso peruano.
Essa decisão gerou tensões significativas, levando o Congresso do Peru a declarar Claudia Sheinbaum como pessoa non grata, considerando o asilo um ato de interferência em assuntos internos.

Ação do Brasil e coordenação com o Peru
Após o pedido do governo mexicano, o Brasil atuou em coordenação com as autoridades peruanas para assumir a embaixada. A presença da bandeira brasileira no edifício em Lima foi confirmada por fontes do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, que relataram que a mudança ocorreu sem alarde, em um contexto diplomático delicado.
A embaixada mexicana havia sido desocupada por seus diplomatas em novembro, mas as relações consulares entre os dois países continuaram. Betssy Chávez, de 36 anos, está vivendo dentro da embaixada do México desde que recebeu asilo em 3 de novembro. A polícia peruana mantém vigilância constante do lado de fora, tentando efetuar sua prisão caso ela saia do local.





