O Brasil estabeleceu uma meta ambiciosa para aumentar o comércio bilateral com a Índia, visando alcançar US$ 20 bilhões, o que equivale a R$ 104,4 bilhões, até 2026. Essa iniciativa foi anunciada em meio à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Délhi, programada para ocorrer entre 18 e 21 de fevereiro.
A viagem tem como objetivo fortalecer as relações econômicas e expandir as exportações com um dos mercados que mais cresce globalmente. Os dados mostram que o comércio entre Brasil e Índia atingiu US$ 15,2 bilhões (R$ 79,3 bilhões) em 2025, representando um aumento de 25% em comparação com 2024.
Este crescimento é resultado de compromissos firmados em intercâmbios de alto nível e reflete a intenção de ampliar a gama de produtos comercializados, passando de 1,5 mil para 2 mil itens. As exportações brasileiras para a Índia totalizaram US$ 6,9 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) em 2025, o maior valor em duas décadas.

Produtos exportados
As principais exportações do Brasil para a Índia incluem açúcar, óleos brutos de petróleo, gorduras vegetais, algodão e minério de ferro. A demanda por minério de ferro, em particular, tem sido impulsionada pelo crescimento dos setores de infraestrutura e construção na Índia.
As oportunidades de exportação identificadas pelo Brasil somam 378, abrangendo combustíveis minerais, máquinas, produtos alimentícios e soluções em energia renovável. No lado das importações, o Brasil adquiriu US$ 8,4 bilhões (R$ 43,8 bilhões) em mercadorias da Índia em 2025, um aumento de 21% em relação ao ano anterior.
Essas importações são concentradas em produtos de maior valor agregado, como farmacêuticos, químicos e componentes automotivos. Esses dados demonstram a relevância da Índia como parceiro comercial estratégico para o Brasil.





