O Brasil pode enfrentar um novo ciclo de frio intenso, semelhante ao registrado na histórica Geada Negra de 1975. Projeções indicam aumento na frequência de massas polares fortes até 2035, com possibilidade de temperaturas negativas no Sul e no sul de Minas Gerais.
O cenário acende alerta principalmente para a agricultura, já que culturas como café e citros são altamente sensíveis a frio extremo. Entre 2024 e 2034/2035, essas regiões estariam entre as mais vulneráveis ao resfriamento.
Uma única incursão intensa de ar polar pode causar danos severos a lavouras permanentes, afetando produtividade, qualidade e renda dos produtores. O risco é maior em áreas tradicionalmente agrícolas, onde o impacto pode comprometer safras inteiras.

Lições do passado e necessidade de preparação
O alerta se baseia em precedentes históricos. Em 1975, a geada negra devastou plantações, especialmente no norte do Paraná, levando à erradicação de grande parte dos cafezais e à reorganização da produção agrícola regional.
O episódio demonstrou como eventos climáticos extremos podem alterar de forma permanente a economia rural. Diante da possibilidade de novo ciclo rigoroso, especialistas defendem reforço no monitoramento climático.
A redução de estações meteorológicas tradicionais compromete a coleta de dados precisos. A ampliação de redes locais, com participação de produtores e uso de instrumentos simples, é apontada como estratégia para melhorar a antecipação de eventos extremos.
Produtores são orientados a revisar estratégias, avaliar áreas mais expostas, escolher variedades mais resistentes e ajustar calendários agrícolas. A análise constante das massas polares e do histórico climático torna-se essencial para reduzir riscos e preservar a sustentabilidade das lavouras em um contexto de maior instabilidade climática.





