O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu não aceitar a proposta dos Estados Unidos relacionada ao setor de terras raras. A proposta visava a criação de uma reserva de mercado que favoreceria os EUA, mas o Brasil considera que isso limitaria sua autonomia na gestão e destinação dos minérios.
O governo brasileiro busca evitar uma relação assimétrica, onde se tornaria apenas um fornecedor de matéria-prima. Recentemente, a administração dos EUA apresentou uma aliança a cerca de 50 países com o intuito de conter a influência da China no mercado de terras raras.
A proposta solicitava que as reservas de minérios no Brasil e em outros países fossem preservadas para o consumo americano e que não se priorizasse o comércio com a China. Enquanto a Argentina e outros 13 países aceitaram a proposta, o Brasil a rejeitou, afirmando que não está desesperado por acordos.

Interesses do Brasil
O governo brasileiro argumenta que possui os minerais desejados pelos EUA e que é essencial garantir uma relação equilibrada. O Brasil deseja que o setor mineral seja estratégico, atraindo investimentos que beneficiem o país.
Além disso, Brasília espera um compromisso dos EUA que envolva não apenas a compra de minérios, mas também o processamento e a fabricação de produtos tecnológicos no Brasil. O pacto apresentado pelos EUA incluía a criação de um sistema de controle de preços e a garantia de que não haveria barreiras comerciais.
Também propunha um licenciamento acelerado para a exploração de minerais críticos. O Brasil, no entanto, pretende negociar um acordo bilateral que permita um fluxo de investimentos no país, evitando que se torne apenas um fornecedor de matéria-prima.





