Na última segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir o ataque americano à Venezuela. O Brasil, em conjunto com 21 outros países, manifestou sua condenação a essa ação. A reunião foi impulsionada por pedidos da Colômbia e da Venezuela, que buscavam apoio internacional para enfrentar a situação.
Durante a reunião, a subsecretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, enfatizou a importância do respeito às leis internacionais. Ela destacou a proibição do uso da força contra a integridade territorial de qualquer Estado, conforme estipulado na Carta da ONU. Essa declaração foi um alerta claro sobre as implicações legais do ataque americano.

Divergências de opinião
Representantes de 29 países participaram da reunião, onde 24 criticaram a operação americana. Entre os críticos estavam tanto aliados tradicionais dos Estados Unidos, como a França, quanto adversários, como a China e a Rússia.
O embaixador da Argentina elogiou a determinação dos Estados Unidos em capturar Nicolás Maduro, argumentando que isso era um passo importante no combate ao narcoterrorismo. Por outro lado, o embaixador americano, Mike Waltz, afirmou que a operação não era uma ocupação, mas uma ação legal para aplicar a lei.
O embaixador da Venezuela, Samuel Moncada, descreveu a prisão de Maduro como um sequestro. Ele considerou o ataque americano como ilegítimo e afirmou que os motivos estavam ligados à posição estratégica e às riquezas naturais da Venezuela.
Moncada alertou que aceitar essa lógica poderia criar precedentes perigosos na política internacional. Outros países da América Latina, como Panamá e Chile, também defenderam a soberania da Venezuela.
O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, rejeitou a intervenção americana, considerando-a uma violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. Ele enfatizou que a captura de Maduro e os bombardeios em território venezuelano ultrapassaram limites aceitáveis, criando um cenário de instabilidade global.





