Roberto de Souza, um inventor brasileiro, desenvolveu um carro que utiliza água como combustível, conseguindo percorrer 1.000 km com apenas um litro. A tecnologia é baseada em um mecanismo que realiza a hidrólise da água, quebrando suas moléculas para liberar hidrogênio. Esse gás é então injetado diretamente no motor do veículo, permitindo que ele funcione de maneira eficiente.
Roberto testou sua invenção em um Chery S18, utilizando apenas 1,5 litro de água para uma viagem até o Rio de Janeiro. O custo desse litro de água destilada é de aproximadamente R$ 3, demonstrando uma economia significativa em comparação aos combustíveis tradicionais.
Além do benefício econômico, o sistema de Roberto não emite poluentes, liberando apenas vapor de água pelo escapamento, o que contribui para a redução das emissões de gases nocivos.

Desafios legais e segurança
Apesar do potencial revolucionário da invenção, Roberto enfrenta barreiras legais que dificultam a comercialização do sistema no Brasil. A legislação atual proíbe a ampla utilização de hidrogênio como combustível devido a preocupações com segurança e riscos de explosão.
O hidrogênio, embora poderoso, requer cuidados especiais em sua instalação e armazenamento, o que limita sua adoção em veículos comuns. A ideia de carros movidos a água não é nova e já existem patentes desde 1978, como a de Yull Brown nos Estados Unidos.
No Brasil, outras iniciativas, como o kit Gasagua, não conseguiram comprovar sua eficiência. Além disso, há disputas sobre a autoria de dispositivos que prometem economia significativa em veículos a gasolina ou álcool, mas que ainda não são amplamente aceitos.





