No fim do ano passado, a C&A pegou muita gente de surpresa ao anunciar o fechamento de diversas lojas na França até 2026. Um choque para milhares de funcionários de uma das maiores empresas da indústria de vestuário, inclusive com forte presença no Brasil.
Segundo a companhia, trata-se de um momento de reestruturação em larga escala. Estão previstos os fechamentos de 24 lojas em todo o território francês. Estão sob ameaça mais de 300 dos atuais 1.500 postos de trabalho existentes atualmente.

O grupo também pretende fechar cinquenta lojas que possui em parceiros como Carrefour e Auchan. Em alguns casos, como na unidade da Rue Saint-Catherine, em Bordeaux, a administração decidiu manter as atividades, porém reduzindo os custos de operação.
Os fechamentos por parte da C&A não acontecem por acaso. Assim como outras tantas marcas, a gigante enfrenta a grande crise que acomete o setor. Recentemente, diversas marcas do ramo anunciaram o fim de suas atividades, como Camaïeu, Pimkie, Jennyfer e Kookaï.
C&A justificou as decisões
De acordo com o comunicado oficial da C&A, o plano de reestruturação tem como objetivo garantir a sobrevivência da marca em meio a crise do mercado de vestuário na França. Já em relação aos funcionários, o grupo afirma que um pacote de apoio social será negociado para não deixá-los desamparados.
“Este plano visa melhorar a competitividade da C&A na França e garantir o futuro da marca em um mercado de vestuário francês que continua em declínio e no qual a C&A França está enfrentando dificuldades, apesar dos ajustes anteriores. Um pacote abrangente de apoio social será negociado com os representantes dos funcionários, incluindo propostas de realocação e medidas de suporte”, informou a companhia.





