O aumento das temperaturas, especialmente acima dos 30ºC, tem impactos diretos não apenas no bem-estar físico, mas também na saúde mental de indivíduos, especialmente aqueles com distúrbios psiquiátricos. O calor extremo pode agravar condições como insônia, fadiga e irritabilidade, tornando os pacientes psiquiátricos mais vulneráveis.
A relação entre o calor extremo e a saúde mental está ligada ao funcionamento do hipotálamo anterior, a parte do cérebro responsável pela regulação da temperatura corporal. Pessoas com transtornos mentais podem ter a neurotransmissão prejudicada, dificultando a resposta do corpo às mudanças de temperatura.
Além disso, a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores essenciais para o bem-estar, pode estar comprometida, aumentando o risco de crises em condições de calor intenso.

Distúrbios mentais e riscos associados
Distúrbios como bipolaridade, esquizofrenia e ansiedade são considerados fatores de risco em situações de calor extremo. Pesquisas apontam que 8% das mortes durante ondas de calor envolvem pessoas com esquizofrenia.
Além disso, a exposição à poluição atmosférica, agravada pelas mudanças climáticas, pode intensificar os sintomas em indivíduos ansiosos. A psicose esquizofrênica pode dificultar a percepção do calor, levando a um risco maior de superaquecimento.
Para amenizar os impactos do calor extremo, é essencial manter atividades físicas regulares, preferencialmente em ambientes climatizados. O sono adequado também é fundamental, e o uso de ventiladores ou ar-condicionado pode melhorar a qualidade do descanso.
Hidratação, banhos frios e roupas leves são recomendações básicas para ajudar a lidar com o calor. Além disso, a consulta com um psiquiatra pode ser necessária para ajustar tratamentos e minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos.





