A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu as regras do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B. Trata-se de uma iniciativa que visa beneficiar os clubes da segunda divisão nacional, mas com exigência no cumprimento das regras para não haver punição.
Na prática, o programa reforça o regulamento do fair play financeiro, instituído nesta temporada. Com um orçamento de R$ 70 milhões, a entidade máxima do esporte bretão nacional irá bancar as despesas de logística e arbitragem do campeonato. A ação responde a demanda dos próprios clubes, que alegam dificuldades financeiras.

Em suma, as agremiações terão que manter os vencimentos de atletas e funcionários em dia, bem como honrar dívidas antigas e enviar balanços financeiros semestrais à ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol). A princípio, o órgão relutou em assumir essa função por não ter sido responsável pela venda dos direitos de transmissão.
Caso os times não mantenham com os valores da folha salarial em dia e atrasem pagamentos devidos a outras equipes pelas transferências de atletas, terão 60 dias para regularizar a situação. Outra exigência formal da confederação é o pagamento de dívidas contraídas antes de janeiro, com demonstrações financeiras.
O descumprimento das exigências poderá levar a exclusão do clube do programa. Neste caso, a CBF deixará de custear as despesas e, ainda, cobrará o reembolso de pagamentos retroativos desde o início do certame. Os times também estão sujeitos a sanções como multas, transfer ban e perda de pontos.
Série B começa no fim de semana
O calendário da segunda divisão brasileira terá início neste sábado (21), com cinco partidas sendo realizadas. Os outros cinco jogos da primeira rodada acontecerão no domingo (22).
Na temporada passada, o Coritiba conquistou o título. Athletico-PR, Chapecoense e Remo conseguiram vaga na elite nacional. Já na parte de baixo da tabela, Ferroviária, Amazonas, Volta Redonda e Paysandu fizeram as piores campanhas e foram rebaixados.





