Uma das marcas de cerveja mais populares entre os brasileiros, anunciou que pretende demitir entre 5 mil e 6 mil funcionários em sua operação global nos próximos dois anos. A redução representa cerca de 7% do quadro total da companhia, que conta com aproximadamente 87 mil empregados no mundo.
A decisão ocorre em meio a um cenário de demanda mais fraca por cerveja, que vem afetando não apenas a empresa holandesa, mas também seus principais concorrentes no mercado internacional.
Setor enfrenta pressão do consumo e do clima
De acordo com a Heineken, a queda nas vendas está relacionada à pressão sobre o orçamento dos consumidores, que têm reduzido gastos diante de um ambiente econômico mais desafiador. Além disso, condições climáticas desfavoráveis em alguns mercados também impactaram o desempenho recente.
Outras empresas do setor de bebidas alcoólicas adotaram medidas semelhantes, com anúncios de cortes de custos, venda de ativos e redução da produção. A concorrente Carlsberg, por exemplo, também comunicou recentemente planos de demissões.

Reestruturação busca mais eficiência
A Heineken afirmou que os cortes fazem parte de um programa de produtividade com o objetivo de tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para investimentos em crescimento. Parte das demissões deve ocorrer na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, além de áreas como cadeia de suprimentos, sede e unidades regionais.
A empresa também enfrenta um momento de transição na liderança, após a renúncia inesperada do presidente-executivo Dolf van den Brink, em janeiro. Um novo CEO ainda está sendo definido.
Apesar do cenário desafiador, a Heineken registrou crescimento de 4,4% no lucro operacional em 2025, desempenho acima das expectativas do mercado. Ainda assim, a projeção para 2026 é mais conservadora: a companhia estima expansão entre 2% e 6%, abaixo da faixa prevista para 2025, que variava de 4% a 8%.
No mercado financeiro, as ações da cervejaria chegaram a subir cerca de 4% após o anúncio, acumulando valorização aproximada de 7% desde o fim de 2025.





