A China anunciou que pretende intensificar suas ações em relação a Taiwan, reafirmando o apoio às chamadas “forças patrióticas pró-reunificação” e prometendo combater movimentos separatistas na ilha. A declaração foi feita por Wang Huning, um dos principais dirigentes do Partido Comunista Chinês, durante a Conferência de Trabalho de Taiwan.
Pequim considera Taiwan parte de seu território e, nos últimos anos, aumentou a pressão política e militar sobre a ilha, apesar da oposição do governo taiwanês. Segundo Wang, a prioridade é avançar na “grande causa da reunificação nacional”, fortalecendo grupos favoráveis à unificação e resistindo à influência externa.
A China também reiterou sua oposição à independência formal de Taiwan e a qualquer interferência estrangeira, especialmente dos Estados Unidos. O modelo defendido por Pequim segue a proposta de “um país, dois sistemas”, aplicada em Hong Kong, embora essa alternativa tenha pouca aceitação entre os taiwaneses.

Tensões com os EUA e impactos para Taiwan
A questão de Taiwan segue como um dos principais pontos de atrito entre China e Estados Unidos. O presidente chinês, Xi Jinping, voltou a destacar o tema em conversas recentes com líderes americanos, alertando que Taiwan é um assunto interno da China.
Pequim critica especialmente a venda de armas dos EUA para a ilha, incluindo um pacote anunciado recentemente e avaliado em mais de US$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, Washington pressiona Taiwan para transferir parte de sua produção estratégica de semicondutores para os Estados Unidos.
A vice-primeira-ministra taiwanesa, Cheng Li-chiun, rejeitou essa possibilidade, afirmando que seria inviável realocar entre 40% e 50% da capacidade produtiva construída ao longo de décadas. O tema surge em meio às negociações de um acordo comercial bilateral.





