Cidade brasileira que um dia já foi considerada a mais poluída do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU) deu a volta por cima. Hoje, Cubatão, localizada no litoral de São Paulo, que viveu uma tragédia no passado, é um exemplo de recuperação ambiental.
Em 1984, o incẽndio da Vila Socó matou 93 pessoas. Um duto que ligava a Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) ao terminal portuário da Alemoa rompeu e derramou 700 mil litros do produto inflamável pelo mangue. A fatalidade despertou o senso de coletividade de toda a comunidade.

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o Programa de Controle de Poluição Ambiental foi iniciado por decisão do então governador André Franco Montoro. Autoridades, indústrias e moradores se mobilizaram para colocar em prática o projeto e mudar o curso do município.
O principal objetivo do programa foi controlar as fontes de poluição do ar, água e solo. Em 1992, os níveis de poluição caíram 98% e Cubatão voltou a ser classificada pela Organização das Nações Unidas. Desta vez, porém com o título de Cidade Símbolo da Recuperação Ambiental.
De acordo com a administração municipal, foram investidos cerca de US$ 3 bilhões, o equivalente a R$ 163 bilhões, na cotação atual, para transformar a realidade da cidade paulista. Confira abaixo as ações que foram feitas:
- Filtros em chaminés
- Despoluição dos rios e córregos
- Gerenciamento de todos os resíduos produzidos
- Medições das emissões de gases no ar
- Recuperação da Mata Atlântica e replantio de árvores
Cubatão ainda enfrenta desafio
Embora seja um exemplo de recuperação ambiental, o município paulista ainda enfrenta seus problemas relacionados à natureza. Isso porque abriga um grande parque industrial composto por um total de 24 empresas.
Na avaliação da OMS, as indústrias estão entre os maiores poluidores atmosféricos e se colocam como desafio para Cubatão não retornar ao mesmo patamar da década de 80.





