A divulgação de um novo ranking internacional reacendeu a discussão sobre limpeza urbana em famosos destinos turísticos. O estudo, feito pela plataforma europeia Radical Storage, analisou avaliações de viajantes durante mais de um ano. Os resultados chamaram atenção pelo nível de insatisfação registrado em algumas das cidades mais visitadas do mundo.
Segundo o levantamento, Budapeste, capital da Hungria, lidera a lista das cidades mais sujas. A pesquisa mostrou que 37,9% das avaliações relacionadas à limpeza apontam sujeira ou falta de conservação. A cidade, que é um importante destino na Europa, surpreendeu ao aparecer no topo do ranking.
Outras metrópoles bastante conhecidas também ficaram mal avaliadas. Roma, na Itália, aparece em segundo lugar, com 35,7% de comentários negativos sobre limpeza. Logo depois vem Las Vegas, nos Estados Unidos, que registrou 31,6% de avaliações desfavoráveis.
Florença, outro destino turístico italiano, também entrou na lista, com 29,6% de reclamações ligadas à sujeira. Paris, capital da França e um dos destinos mais visitados do planeta, ficou com 28,2% de avaliações negativas. Juntas, essas cidades reforçam como a percepção dos viajantes pode impactar a imagem global de um destino.
Budapeste e o contraste com sua fama turística
Budapeste, que tem cerca de 1,7 milhão de habitantes, é conhecida mundialmente por suas águas termais. A cidade ganhou o apelido de “Cidade dos Banhos” por contar com mais de 100 fontes termais que alimentam balneários e spas famosos. Essa tradição torna o contraste com os resultados do ranking ainda mais evidente.
Além da fama dos banhos, Budapeste atrai visitantes por sua arquitetura histórica e seus pontos culturais. No entanto, a avaliação negativa sobre limpeza pode afetar a experiência dos turistas. Por isso, o estudo reacende a importância da conservação urbana para manter a reputação da cidade.
O ranking também abre espaço para discutir como grandes metrópoles lidam com desafios de limpeza e manutenção. Com o aumento do turismo e da circulação de pessoas, problemas desse tipo tendem a ficar mais visíveis. Ao mesmo tempo, o debate pode incentivar investimentos em infraestrutura e cuidados com o espaço público.





