Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard analisou dados de saúde de 130.000 pessoas ao longo de cinco décadas, revelando a relação entre o consumo de café e a redução do risco de demência.
A pesquisa sugere que um consumo específico de café pode ajudar a preservar a saúde mental, especialmente em relação ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Os cientistas identificaram que a quantidade ideal de café a ser consumida é de duas a três xícaras por dia.

Detalhes da pesquisa
Os dados foram coletados de duas grandes coortes: o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study, abrangendo tanto americanos quanto canadenses. Durante até 43 anos, os participantes forneceram informações sobre sua dieta, realizaram testes cognitivos e foram diagnosticados com demência.
Ao final do estudo, 11.033 participantes haviam desenvolvido a doença. A análise revelou que aqueles que consumiam de duas a três xícaras de café ou uma a duas xícaras de chá diariamente apresentaram uma redução de 15% a 20% no risco de demência em comparação aos não consumidores.
Os participantes que ingeriram cafeína também mostraram uma menor incidência de declínio cognitivo, com uma redução de até 10% nos relatos de problemas de memória e desempenho em testes cognitivos.
A pesquisa sugere que a cafeína pode aumentar a energia cerebral e estimular a produção de neurotransmissores importantes, como dopamina e serotonina, que são essenciais para a função cognitiva e o humor.
Apesar dos resultados promissores, o estudo é observacional e não comprova relação causal entre café e prevenção da demência. Além disso, o excesso de cafeína pode elevar a pressão arterial, fator de risco para a doença.





