Novos pontos de extração de terras raras foram encontrados no território brasileiro. Uma pesquisa confirmou 20 pontos mapeados em Santa Catarina, mais precisamente nos municípios de Siderópolis, Lauro Müller, Urussanga, Orleans, Forquilhinha e Criciúma.
O estudo foi realizado em diferentes áreas do Sul catarinense, com base em critérios técnicos que avaliaram o potencial de extração desses minerais. Aspectos físicos e químicos foram determinantes para a análise, segundo os pesquisadores do Centro Tecnológico SATC.

Alguns pontos possuem potencial de exploração outros não. O levantamento conduzido pela instituição indica que os minerais estratégicos podem estar presentes tanto na drenagem ácida de minas quanto nas cinzas do carvão. O projeto já avançou da fase laboratorial para os testes em escala-piloto.
Foram destinados cerca de R$ 1 milhão para o plano de pesquisa e mapeamento de pontos de extração de terras raras. Essa movimentação pode ajudar o estado de Santa Catarina a se consolidar como um polo estratégico do setor no país, contribuindo para a inovação tecnológica e geração de oportunidades econômicas.
Brasil é o 2º maior detentor de terras raras
O Brasil é o segundo país que mais detém reservas de terras raras no mundo. Quem lidera é a China, responsável por 80% do processamento global. O que é extremamente importante, uma vez que tratam-se de minerais críticos para cadeias produtivas estratégicas.
Terras raras nada mais são que um grupo de 17 elementos químicos utilizados em tecnologias de alto valor agregado. Os elementos não necessariamente são raros, como o nome sugere, mas sua extração é complexa.
Esses minerais servem para abastecer indústrias de alta tecnologia e energia limpa. Eles são aplicados, por exemplo, em aparelhos eletrônicos, como smartphones e catalisadores industriais, e na produção de motores de carros elétricos, turbinas eólicas e sistemas de energia renovável.





